Nos bastidores de Brasília, cresce a avaliação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria profundamente preocupado com o cenário internacional que se desenha para as eleições de 2026. A apreensão, segundo análises políticas recentes, envolve o risco de interferência indireta dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.
De acordo com a jornalista Daniela Lima, o temor central do Palácio do Planalto está ligado a um possível retorno de Donald Trump ao protagonismo político. Caso Trump reassuma influência global, aliados ideológicos no Brasil poderiam ganhar respaldo internacional, enfraquecendo a narrativa e o controle político do atual governo.
Big Techs fora de controle
Outro fator que amplia a tensão no governo Lula é a mudança de postura das grandes plataformas digitais. As chamadas Big Techs estariam menos dispostas a remover conteúdos políticos, mesmo aqueles classificados anteriormente como desinformação. Essa nova resistência reduz o alcance das estratégias de moderação que beneficiaram o governo em pleitos passados.
Nos corredores do poder, a avaliação é clara: sem o mesmo nível de cooperação das plataformas, o controle do debate público nas redes sociais se torna muito mais difícil.
Novo comando no TSE preocupa o Planalto
A inquietação aumenta com a possibilidade de Nunes Marques assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral durante o período eleitoral. Internamente, aliados do governo avaliam que o novo comando não garantiria a manutenção dos mesmos mecanismos de fiscalização e controle digital usados nas eleições anteriores.
Esse cenário gera receio de um ambiente eleitoral mais aberto, com menor intervenção institucional sobre discursos políticos e circulação de conteúdos críticos ao governo.
Um jogo político cada vez mais internacional
A leitura feita por integrantes do governo é de que a eleição de 2026 não será apenas um embate interno, mas parte de um tabuleiro geopolítico mais amplo. Com os Estados Unidos mais divididos e as plataformas digitais adotando posições menos alinhadas a governos, Lula pode enfrentar sua disputa eleitoral mais imprevisível desde que voltou ao poder.
Nos bastidores, o sentimento descrito por analistas é de alerta máximo — e, para alguns, de verdadeiro pânico político.




