Um episódio de forte tensão chamou atenção em Florianópolis, em Santa Catarina. Nesse contexto, um venezuelano que vive no Brasil se revoltou ao encontrar uma manifestação da extrema-esquerda contrária à prisão do narcoterrorista Nicolás Maduro.
O confronto verbal foi registrado em vídeo e, logo depois, passou a circular nas redes sociais. Assim, o caso ganhou repercussão nacional.
Indignação com o uso da bandeira da Venezuela
Durante a manifestação, o venezuelano questiona repetidamente os participantes sobre sua nacionalidade. Ao perceber que muitos eram brasileiros, ele se indigna com o uso da bandeira da Venezuela.
Segundo ele, quem não viveu sob o regime chavista não deveria usar o símbolo nacional para defender um governo autoritário. Além disso, o gesto é visto como desrespeitoso com milhões de venezuelanos que foram obrigados a deixar o país.
Por isso, a frase “vocês estão apoiando o ditador” se repete ao longo do confronto.
Clima de hostilidade e confronto verbal
O debate rapidamente evolui para um bate-boca. Por um lado, o venezuelano denuncia os crimes do regime de Maduro. Por outro, manifestantes alegam direito à livre manifestação.
Ainda assim, o clima se mantém hostil. Em diversos momentos, o imigrante pede para não ser tocado. Dessa forma, a situação se torna ainda mais tensa.
Choque entre ideologia e experiência real
O episódio expõe um conflito recorrente no Brasil. De um lado, pessoas que fugiram da fome, da repressão e da violência. De outro, militantes que defendem o regime por afinidade ideológica.
Nesse sentido, a revolta do venezuelano não é apenas política. Ela é pessoal. Afinal, trata-se de alguém que viveu diretamente as consequências do regime que parte da militância insiste em romantizar.
Militância e distanciamento da realidade
Por fim, o caso ocorrido em Florianópolis levanta um alerta. Quando símbolos nacionais são usados sem responsabilidade, o debate deixa de ser político e passa a ser ofensivo.
Assim, a cena registrada nas ruas evidencia o abismo entre discurso ideológico e realidade concreta. Consequentemente, a dor de quem fugiu da ditadura acaba sendo ignorada por quem fala dela à distância.




