Durante um comentário contundente na BandNews, a jornalista Adriana Araújo chamou a atenção para um caso que expõe, de forma dura, as fragilidades do sistema de Justiça brasileiro quando se trata de crimes sexuais e proteção de vítimas.
Segundo o relato apresentado por Adriana, em 2019, Marlon Carvalho Aedo da Rocha estuprou uma menina de apenas 11 anos de idade. Pela legislação vigente à época, a pena máxima para o crime poderia chegar a 15 anos de prisão. No entanto, ele foi condenado a apenas oito anos, sob o entendimento de que se tratava de réu primário, o que levou à aplicação da pena mínima.
Quatro anos depois, mesmo condenado por estupro de vulnerável, Marlon já constava como detento de “bom comportamento” e teve direito à saída temporária de Natal. Durante esse período fora da prisão, cometeu mais um crime grave: estuprou a própria mãe. Ainda assim, esse segundo crime não havia sido julgado quando, dois anos depois, ele passou a cumprir a pena em liberdade condicional, por já ter cumprido parte da sentença.
Em 2025, apenas oito meses após estar em liberdade, ele voltou a atacar. Desta vez, estuprou e matou uma adolescente de 14 anos, confessando o crime à polícia. O desfecho trágico levou Adriana Araújo a fazer um comentário carregado de indignação e ironia, questionando se, diante de tudo isso, os errados seriam aqueles que se revoltam com o sistema.
A jornalista destacou que, do ponto de vista legal, o agressor apenas usufruiu dos direitos que lhe foram concedidos pela própria Justiça: progressão de regime, liberdade condicional e benefícios previstos em lei. O problema, segundo o tom do comentário, não é apenas o criminoso, mas um sistema que permite que alguém com histórico de violência sexual retorne ao convívio social sem que haja garantias reais de que não voltará a atacar.




