Nos últimos dias, o Brasil tem acompanhado mais um episódio que levanta questionamentos sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal. Por isso, durante o Jornal das Seis, na Rádio Conquista FM, fiz um comentário firme ao lado do meu parceiro Daniel Silva. Falei como comunicador, mas principalmente como cidadão que acredita na democracia e na necessidade de instituições confiáveis.
CONTEXTO DO CASO
O comentário foi motivado por decisões do ministro Dias Toffoli no STF relacionadas ao caso do Banco Master. Essas decisões chamaram atenção por terem levado o processo diretamente ao Supremo, mesmo sem uma justificativa clara de foro privilegiado. Assim, parte da sociedade e do meio jurídico passou a questionar a condução do caso.
Além disso, houve imposição de sigilo e concentração das provas no gabinete do ministro. Com isso, a transparência do processo ficou ainda mais limitada. Consequentemente, aumentaram as dúvidas e a sensação de distanciamento entre a Corte e a população.
QUESTIONAMENTOS E PREOCUPAÇÕES
Outro ponto que preocupa envolve relações que, no mínimo, exigiriam cautela. Mesmo que não haja comprovação de ilegalidade, situações que geram suspeitas deveriam ser tratadas com máximo rigor institucional. Portanto, discutir impedimento ou suspeição não é ataque, mas um mecanismo previsto justamente para preservar a credibilidade da Justiça.
Nesse cenário, a confiança do cidadão comum acaba sendo afetada. Quando decisões parecem fugir do padrão, cresce a percepção de que nem todos estão submetidos às mesmas regras.
A NOTA DO PRESIDENTE DO STF
Diante das críticas, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou uma nota defendendo a atuação do ministro Toffoli e da própria Corte. Segundo a nota, as críticas representariam ataques à democracia. No entanto, é importante lembrar que crítica institucional não é ataque, mas parte essencial do regime democrático.
A imprensa, ao investigar e questionar, cumpre seu papel. Da mesma forma, a sociedade tem o direito de cobrar explicações. Silenciar o debate não fortalece a democracia, apenas amplia a desconfiança.
POR QUE ESSE DEBATE É NECESSÁRIO
Hoje, já existe um desgaste na relação entre a população e o Judiciário. Por isso, episódios como o do Banco Master ganham proporções ainda maiores. Assim, o impacto não é apenas jurídico, mas também social e político.
A democracia não se sustenta apenas em discursos ou notas oficiais. Ela depende de atitudes que transmitam imparcialidade, legalidade e respeito às regras. Caso contrário, o distanciamento entre povo e instituições tende a aumentar.
CONCLUSÃO
Meu comentário no Jornal das Seis não foi um ataque pessoal a quem quer que seja. Foi um alerta e também um desabafo. Seguiremos debatendo, questionando e informando, porque esse é o papel do jornalismo e do rádio que acredita na democracia.
Acima de tudo, democracia se constrói com transparência, responsabilidade e coragem para enfrentar temas difíceis.




