Em abril de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração de uma fábrica de insulina em Minas Gerais. O evento teve ampla divulgação oficial. Houve fotos, discursos e registro na agenda presidencial.
No entanto, o episódio voltou ao centro do debate político após uma publicação do deputado estadual Diego Castro nas redes sociais.
Na postagem, o parlamentar afirmou:
“Abril de 2024: Lula inaugura fábrica ligada a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Fatos, fotos, agenda e silêncio. Consciência? Enquanto isso, prenderam Bolsonaro por suposição.”
A declaração gerou repercussão imediata. Isso porque a fábrica pertence à farmacêutica Biomm, empresa que tem ligação societária com o Banco Master.
A ligação com Daniel Vorcaro
A Biomm tem como um de seus principais acionistas o Fundo Cartago. Esse fundo é ligado ao Banco Master. O controlador da instituição financeira é o empresário Daniel Vorcaro.
Embora Vorcaro não tenha participado da inauguração, a relação empresarial existe. Além disso, outros sócios da Biomm estiveram presentes no evento ao lado do presidente da República.
Assim, críticos passaram a questionar o nível de proximidade entre o governo federal e grupos empresariais que, posteriormente, se tornaram alvo de investigações.
Avanço das investigações
Meses após a inauguração, o Banco Master entrou no radar das autoridades. A Polícia Federal e o STF passaram a apurar suspeitas de irregularidades financeiras.
Entre os pontos investigados estão possíveis fraudes, uso de laranjas e prejuízos ao sistema financeiro. Diante disso, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição.
Daniel Vorcaro chegou a ser detido em operação policial. Posteriormente, foi liberado mediante medidas cautelares.
Encontro fora da agenda oficial
Outro fato reforçou as críticas. Em dezembro de 2024, Lula se reuniu com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. No entanto, o encontro não constou na agenda oficial do presidente.
Segundo reportagens, a reunião tratou da situação do Banco Master. Ainda assim, o governo não deu explicações detalhadas à época.
Nesse contexto, parlamentares de oposição passaram a falar em falta de transparência.
Comparações e cobrança por isonomia
Na avaliação de Diego Castro, há tratamento desigual entre figuras políticas. Enquanto aliados do governo teriam diálogo e visibilidade, adversários enfrentariam medidas duras.
Por outro lado, juristas ressaltam que cada investigação segue critérios próprios. Ainda assim, a comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro passou a dominar o debate político.
Assim, a publicação do deputado reacendeu discussões sobre coerência, transparência e isonomia no sistema político e judicial brasileiro.




