O coordenador municipal de Limpeza Pública de Vitória da Conquista, Beto Fagundes, fez duras críticas à estrutura e à organização do acesso ao metrô na região da nova Rodoviária de Salvador. O comentário foi enviado diretamente ao vice-governador do estado, segundo ele, diante da preocupação com as condições enfrentadas por quem chega à capital baiana.
Beto relatou que, ao desembarcar pela manhã e utilizar o metrô, encontrou um cenário de superlotação e desorganização, o que teria tornado praticamente impossível o embarque de passageiros com bagagem. Ele destacou que só conseguiu acessar o transporte porque estava sem malas, afirmando que quem viaja carregando volumes enfrenta grandes dificuldades.
Outro ponto levantado foi a situação dos banheiros do terminal. Para o coordenador, a limpeza e a conservação não estariam compatíveis com uma estrutura recém-inaugurada, o que prejudica a experiência dos usuários logo na chegada à cidade.
Como sugestão para melhorar o fluxo de passageiros, Beto Fagundes defendeu a criação de linhas diretas de ônibus ligando a região da rodoviária a áreas estratégicas da capital, como os shoppings Barra e Iguatemi, em modelo semelhante ao adotado em grandes centros como São Paulo.
Ele também alertou que, caso seja permitido o transbordo de ônibus para a nova rodoviária sem um planejamento adequado, o sistema de metrô poderá não suportar a demanda, especialmente considerando a alta densidade populacional da região.
Segundo o relato, o trem utilizado por ele por volta das 6h30 já transportava centenas de passageiros, situação que, na avaliação do coordenador, gera desconforto e insegurança. Ele ainda destacou não ter visto funcionários da concessionária orientando os usuários durante o embarque.
A manifestação levanta novamente o debate sobre mobilidade urbana e infraestrutura para recepção de passageiros que chegam à capital, especialmente em horários de pico e em períodos de maior movimentação.


