A empresa de biotecnologia Biomm, que tem como principal acionista o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fechou em 2025 contratos que somam R$ 303,65 milhões com o governo federal.
Os acordos garantem o fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde, destinada aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
Como funcionam os contratos
Os contratos envolvem diferentes tipos de insulina e fazem parte de programas que buscam fortalecer a produção nacional de medicamentos. Além disso, os acordos contam com parcerias entre empresas privadas e instituições públicas.
Entre os principais contratos estão:
- R$ 142 milhões, assinados em junho de 2025, para fornecimento de insulina humana, em parceria com a farmacêutica Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias (Funed);
- R$ 131 milhões, firmados em novembro de 2025, para entrega de insulina glargina, em cooperação com a Gan&Lee Pharmaceuticals e Bio-Manguinhos/Fiocruz;
- R$ 30,65 milhões, referentes à compra adicional de 2 milhões de doses de insulina glargina, com entregas previstas até 2026.
Somados, esses contratos alcançam o valor total de R$ 303,65 milhões.
Por que o governo aposta nesses acordos
O Ministério da Saúde busca reduzir a dependência da importação de medicamentos. Por isso, o governo incentiva a produção local de insumos estratégicos, como a insulina.
Além disso, o país tenta garantir fornecimento contínuo para milhões de pacientes com diabetes atendidos pelo SUS.
Debate público e repercussão
Entretanto, os contratos provocaram debates políticos e econômicos. Parte das discussões envolve a ligação da empresa com Daniel Vorcaro, empresário conhecido no setor financeiro.
Por outro lado, especialistas destacam que ampliar a produção nacional pode reduzir riscos de desabastecimento e diminuir custos futuros.
Assim, o tema continua gerando análises e repercussões no cenário político e econômico brasileiro.


