A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) um projeto de lei que reestrutura a carreira dos servidores do Poder Legislativo. Além disso, o texto cria uma nova gratificação que pode chegar a até 100% do salário-base. Com isso, a remuneração bruta de alguns funcionários pode alcançar até R$ 77 mil por mês, segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo (Diário 360).
O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou a aprovação da proposta. Segundo ele, o texto prevê reajustes lineares diferenciados entre as categorias. Por exemplo, secretários parlamentares terão aumento de 8%, enquanto outras carreiras receberão reajuste de 9,28%. Além disso, a nova gratificação foi apresentada como um mecanismo de valorização do desempenho e da progressão funcional. De acordo com a justificativa oficial, não haveria impacto imediato no teto constitucional.
No entanto, a medida gerou forte reação entre parlamentares e nas redes sociais. O deputado Kim Kataguiri criticou duramente a proposta. Para ele, o projeto pode criar “salários da elite dos servidores”, que chegariam a R$ 77 mil mensais. Além disso, o parlamentar apontou um impacto estimado de R$ 1 bilhão nos cofres públicos. Por isso, classificou a iniciativa como um aumento de privilégios.
Agora, o projeto segue para análise do Senado Federal. Enquanto isso, o debate ocorre em meio às discussões sobre reforma administrativa e contenção de gastos. Ainda assim, opositores afirmam que a nova gratificação funciona como mais um “penduricalho”. Na avaliação deles, a medida contribui para a manutenção dos supersalários no serviço público. Dessa forma, reforça a distância entre o discurso de austeridade e a prática no Legislativo.


