A defesa da moradia digna ganhou força em Vitória da Conquista após a manifestação pública do arcebispo Dom Vítor Agnaldo de Menezes. Ele declarou apoio à proposta da Câmara de Vereadores que prevê a destinação de R$ 30 milhões para políticas habitacionais no município.
Segundo Dom Vítor, investir em moradia significa proteger a vida e promover justiça social. Por isso, ele reforça que essa pauta não pode ser adiada.
A realidade da falta de moradia no município
Atualmente, muitas famílias vivem sem casa própria ou em condições indignas. Além disso, grande parte da população enfrenta problemas estruturais, como falta de saneamento e insegurança habitacional.
Quem vive na cidade percebe essa realidade diariamente. Basta observar as áreas ocupadas e as moradias improvisadas espalhadas pelo município. Dessa forma, o problema deixa de ser abstrato e se torna visível.
Para o arcebispo, essa situação não surgiu agora. Pelo contrário, ela resulta de uma dívida histórica acumulada ao longo de muitos anos.
Diálogo com o poder público e responsabilidade coletiva
Durante sua fala, Dom Vítor destacou a abertura do poder público para tratar do tema. Segundo ele, a prefeita demonstrou preocupação com o déficit habitacional e com as moradias precárias existentes na cidade.
Além disso, o arcebispo enfatizou que a responsabilidade não deve recair apenas sobre a Igreja ou os governantes. Pelo contrário, toda a população precisa se envolver. Afinal, a moradia é um direito básico, não um favor.
Por isso, apoiar a proposta da Câmara de Vereadores torna-se um gesto concreto de compromisso social.
Propostas concretas para enfrentar o problema
Entre as ações já discutidas ao longo do tempo, destacam-se:
- Regularização de áreas ocupadas
- Construção de moradias populares
- Subsídios habitacionais
- Investimentos em infraestrutura urbana
- Fortalecimento das associações comunitárias
Além dessas medidas, Dom Vítor ressaltou a importância da Pastoral da Moradia. Segundo ele, essa pastoral pode ajudar na organização comunitária e na defesa dos direitos das famílias mais vulneráveis.
Um chamado à ação em toda a arquidiocese
Na realidade vivida em Vitória da Conquista e nas demais cidades da Arquidiocese de Vitória da Conquista, o desafio permanece urgente.
Portanto, destinar os R$ 30 milhões para a moradia representa mais do que uma decisão administrativa. Representa, acima de tudo, um compromisso ético com a dignidade humana.
Assim, a fala de Dom Vítor Agnaldo de Menezes se transforma em um apelo claro: Igreja, poder público e sociedade civil precisam caminhar juntos. Somente dessa forma será possível garantir que nenhuma família fique sem um lugar digno para viver.





