O vídeo que circula nas redes expõe uma cena preocupante na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados: um militante ligado ao PSOL agride verbalmente uma deputada federal, dentro de um espaço que deveria simbolizar diálogo, respeito e proteção.
A reação de alguns parlamentares agrava ainda mais a situação. A deputada Erika Hilton defende o militante, enquanto o deputado Eder Mauro intervém para proteger a colega atacada. Independentemente de posições ideológicas, todos precisam respeitar um princípio básico: o respeito dentro das instituições democráticas.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher não pode virar palco de hostilidade nem tolerar comportamentos abusivos. Esse espaço precisa garantir segurança, escuta e dignidade — principalmente para mulheres que já enfrentam diferentes formas de violência no dia a dia.
Quando autoridades relativizam episódios como esse ou tentam transformá-los em disputa política, passam um recado perigoso: agressões podem ser toleradas dependendo de quem as comete. Essa postura enfraquece o ambiente parlamentar e reduz a confiança da sociedade nas instituições.
Diante desse cenário, cabe questionar a condução dos trabalhos da Comissão. A presidência deve garantir ordem, imparcialidade e proteção para todos os envolvidos. Se falha nessa missão, abre espaço para cobranças legítimas por mudança.
Mais do que um embate político, esse episódio levanta uma questão essencial: quais comportamentos aceitaremos dentro do espaço público? O Brasil precisa de debates firmes — mas sempre com respeito e civilidade.





