A atuação do deputado estadual Diego Castro no Complexo Hospitalar de Vitória da Conquista reacende um debate que não pode mais ser ignorado: afinal, quem deve ser cobrado quando o sistema de saúde falha?
Fiscalizar não é opção, é dever
Antes de tudo, é preciso deixar algo claro. A presença de um parlamentar em uma unidade de saúde não deveria causar estranheza. Pelo contrário, faz parte de suas atribuições. Ao visitar o hospital, Diego Castro exerceu exatamente aquilo que a população espera de um representante eleito: fiscalizar, ouvir denúncias e cobrar soluções.
No entanto, a reação da unidade foi na direção oposta. Em vez de reconhecer possíveis problemas, a instituição optou por apontar o deputado como uma suposta ameaça sanitária. Essa inversão de foco levanta questionamentos legítimos.
Os problemas que não podem ser ignorados
Além da polêmica, o que realmente chama atenção são os relatos apresentados. Pacientes em pós-operatório expostos em áreas inadequadas. Idosos aguardando por horas, quase um dia inteiro, por atendimento. Pessoas com fraturas esperando dias por uma cirurgia.
Diante desse cenário, é difícil sustentar que o problema esteja na fiscalização. Na verdade, os fatos indicam uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade. Portanto, o debate não deve girar em torno da presença do deputado, mas sim das condições enfrentadas pelos pacientes.
Uma postura firme diante das denúncias
Ao se posicionar publicamente, Diego Castro adotou uma postura firme. Ele não apenas contestou a nota do hospital, como também reforçou que continuará fiscalizando onde houver denúncias.
Além disso, sua fala destaca um ponto importante: a fiscalização não é um favor. Trata-se de uma obrigação do parlamento. Ou seja, agir diante de problemas não é excesso, é responsabilidade.
Falta de autocrítica e politização
Por outro lado, a resposta da unidade de saúde revela um problema recorrente. Em vez de buscar soluções, opta-se por politizar a situação. No entanto, essa estratégia pouco contribui para resolver os desafios reais.
Uma postura mais transparente, com reconhecimento de falhas, poderia abrir espaço para melhorias. Ainda assim, isso não ocorreu. E, como resultado, o foco se desviou do que realmente importa: o atendimento à população.
O que a população espera
No fim das contas, a sociedade espera atitudes concretas. Espera que denúncias sejam investigadas. Espera que problemas sejam corrigidos. E, acima de tudo, espera respeito com quem depende do sistema público de saúde.
Nesse sentido, a atuação de Diego Castro se alinha com essa expectativa. Ao estar presente, ouvir e cobrar, ele cumpre seu papel.
Portanto, mais do que uma polêmica, o episódio revela algo maior. Mostra que a fiscalização ativa incomoda, mas é essencial. E, sobretudo, reforça que o foco deve permanecer onde sempre deveria estar: na qualidade do atendimento e na dignidade dos pacientes.





