O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encerrar o terceiro mandato com forte aumento de tributos. Isso o coloca entre os maiores desde a redemocratização do Brasil.
Segundo levantamentos econômicos e reportagens sobre medidas fiscais, foram adotadas ao menos 28 ações com impacto tributário. Além disso, essas medidas foram implementadas ao longo dos últimos dois anos.
Entre elas, estão mudanças em alíquotas de importação. Também houve alterações na tributação do petróleo. Além disso, ocorreram ajustes no PIS/Cofins e no IOF. Por fim, houve a retirada de benefícios fiscais em diversos setores.
Como resultado, a arrecadação federal cresceu de forma significativa. Em 2024, ela atingiu R$ 2,65 trilhões. Esse valor representa alta de 9,62% acima da inflação em relação ao ano anterior.
Além disso, a carga tributária bruta chegou a 34,2% do PIB. Esse é o maior nível já registrado na série histórica. Portanto, o país alcançou um novo patamar de arrecadação.
No entanto, o cenário fiscal ainda mostra desafios. As despesas do governo federal chegaram a 32,2% do PIB. Enquanto isso, o resultado primário fechou com déficit de R$ 43 bilhões.
No acumulado de três anos, os gastos superaram a meta fiscal em R$ 324 bilhões. Assim, o governo não conseguiu cumprir o objetivo de déficit zero.
Por fim, o debate sobre a política fiscal segue intenso. De um lado, há o aumento da arrecadação. Por outro, persistem as dificuldades no controle de gastos e no equilíbrio das contas públicas.





