O universo dos shows e eventos na Bahia foi sacudido nos últimos dias após uma denúncia explosiva do cantor Kevi Jonny. Logo após o cancelamento de um show, o artista decidiu se pronunciar publicamente. Como resultado, o vídeo rapidamente viralizou nas redes sociais.
Além disso, o cantor afirmou que enfrenta — junto com boa parte da classe — um cenário crítico de inadimplência envolvendo órgãos públicos. Ou seja, não se trata apenas de um caso isolado.
🎤 “Não recebemos desde 2023”
De forma direta, Kevi Jonny expôs o que descreveu como um colapso financeiro no setor. Segundo ele, os atrasos vêm se acumulando ao longo dos últimos anos.
Por exemplo:
- 2023: muitos shows realizados e ainda não pagos
- 2024: cerca de 70% das apresentações sem repasse
- 2025: inadimplência que pode chegar a 80% nas prefeituras
Dessa forma, a denúncia levanta um alerta grave. Afinal, artistas continuam trabalhando normalmente, mas, ao mesmo tempo, não têm garantia de recebimento.
💸 Um contraste que chama atenção
Por outro lado, o cenário denunciado pelo cantor contrasta com dados públicos recentes. Isso porque eventos tradicionais continuam movimentando cifras milionárias.
Por exemplo, o Governo da Bahia investiu milhões em cachês durante festas populares. Além disso, prefeituras também destinam grandes quantias para eventos, especialmente no período junino.
Portanto, surge uma questão inevitável: se há investimento, por que tantos artistas relatam falta de pagamento?
👥 “Música é trabalho”
Nesse contexto, Kevi Jonny reforçou um ponto essencial. Segundo ele, a música deve ser tratada como trabalho — e não apenas entretenimento.
Além disso, é importante destacar que por trás de cada show existe uma cadeia produtiva. Ou seja, não é apenas o artista que depende do cachê. Há músicos, técnicos, produtores e diversas outras funções envolvidas.
Consequentemente, quando o pagamento não acontece, o impacto se espalha para várias famílias.
⚠️ Um problema estrutural?
Enquanto isso, especialistas do setor apontam que atrasos em pagamentos não são exatamente novidade. No entanto, raramente ganham tanta visibilidade quanto agora.
Em muitos casos, os contratos envolvem burocracias e processos demorados. Ainda assim, o problema surge quando o risco financeiro recai apenas sobre os artistas.
Ou seja, quem executa o serviço acaba sendo o mais prejudicado.
📢 Um chamado à classe artística
Diante desse cenário, Kevi Jonny também fez um apelo. Segundo ele, é fundamental que a classe artística se una para cobrar seus direitos.
Além disso, o cantor destacou que muitos profissionais evitam se posicionar. Isso acontece porque existe o medo de perder oportunidades de trabalho.
No entanto, essa falta de posicionamento pode acabar perpetuando o problema.
🔎 O que vem agora?
Por fim, a repercussão do caso pode abrir espaço para debates mais amplos. Além disso, existe a possibilidade de maior cobrança por transparência nos contratos públicos.
Em resumo, a situação levanta uma reflexão importante:





