A Bahia encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com resultados fiscais positivos. Os dados foram apresentados pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório, durante audiência pública na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O relatório mostra que o Estado manteve as contas equilibradas, ampliou investimentos e reduziu o endividamento.
Além disso, a relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL) caiu para 31%. Trata-se do segundo menor índice registrado no século XXI. O melhor resultado ocorreu em 2022, quando o indicador atingiu 30%.
Estado fecha quadrimestre com superávit
Entre janeiro e abril de 2026, a Bahia alcançou um superávit primário de R$ 1,43 bilhão. O resultado ficou dentro das metas previstas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
No mesmo período, a receita total do Estado chegou a R$ 27,9 bilhões. Já as despesas somaram R$ 24,54 bilhões. Como consequência, o governo registrou um superávit orçamentário de R$ 3,36 bilhões.
Segundo Manoel Vitório, esses números demonstram a capacidade do Estado de manter as contas em ordem. Ao mesmo tempo, permitem a continuidade dos investimentos públicos.
Queda da dívida amplia capacidade financeira
A redução da dívida é apontada pelo governo como resultado de uma política permanente de controle fiscal. Dessa forma, a Bahia preserva sua capacidade de pagamento e mantém acesso a financiamentos para grandes projetos.
Enquanto diversos estados brasileiros enfrentam dificuldades fiscais, a Bahia segue apresentando indicadores considerados positivos. Por isso, o governo afirma que possui condições de continuar investindo sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Investimentos crescem quase 8%
Além do desempenho fiscal, os investimentos públicos também avançaram. Entre janeiro e abril de 2025, o Estado havia investido R$ 1,63 bilhão. Já no mesmo período de 2026, o valor subiu para R$ 1,75 bilhão.
Assim, o crescimento registrado foi de 7,76%. Segundo a Secretaria da Fazenda, o resultado reflete o esforço para manter obras e programas em andamento.
Nos últimos anos, a Bahia tem se destacado nacionalmente pelo volume de investimentos públicos. De acordo com dados apresentados durante a audiência, o Estado acumula cerca de R$ 50,4 bilhões investidos na última década.
Educação e saúde recebem recursos acima do mínimo
Os números também mostram investimentos superiores aos mínimos exigidos pela Constituição.
Na educação, o Estado aplicou 25,36% das receitas líquidas de impostos e transferências. Portanto, o percentual ficou acima do mínimo constitucional de 25%.
Da mesma forma, a área da saúde recebeu 16,42% das receitas consideradas para o cálculo legal. O índice supera com folga o mínimo obrigatório de 12%.
Segundo o governo, esses recursos financiam ações como a expansão das policlínicas regionais, a construção de escolas, a alimentação escolar e o programa Bolsa Presença.
Obras estruturantes seguem no planejamento
Além dos investimentos sociais, o governo pretende manter grandes obras de infraestrutura. Entre elas estão a Ponte Salvador-Itaparica, o VLT do Subúrbio e a ampliação do metrô de Salvador.
Segundo Manoel Vitório, a situação fiscal do Estado permite a contratação de financiamentos para esses projetos. Dessa maneira, o governo busca estimular a economia e gerar empregos.
Deputados destacam cenário fiscal
Durante a audiência, parlamentares elogiaram os resultados apresentados. O deputado estadual Zé Raimundo Fontes afirmou que a saúde financeira da Bahia tem permitido investimentos em áreas essenciais.
Por outro lado, o deputado Rosemberg Pinto destacou o desempenho baiano em investimentos públicos. Segundo ele, a Bahia aparece entre os estados que mais investem no país.
Já o deputado Angelo Almeida ressaltou que aproximadamente R$ 24 bilhões foram investidos apenas nos três primeiros anos da atual gestão estadual.
Equilíbrio fiscal e investimentos
Em resumo, os números apresentados na ALBA indicam que a Bahia mantém uma combinação de controle das contas públicas e ampliação dos investimentos. Além disso, a redução da dívida fortalece a capacidade financeira do Estado.
Consequentemente, o governo pretende continuar executando obras de infraestrutura e programas sociais. Ao mesmo tempo, busca preservar o equilíbrio fiscal nos próximos anos.





