Durante entrevista ao programa Bradock Show, o deputado estadual Diego Castro (PL) criticou a decisão judicial que impõe novas regras para a fiscalização de hospitais públicos na Bahia. Segundo ele, a medida dificulta o trabalho dos parlamentares e reduz a transparência na administração da saúde estadual.
Deputado questiona novas exigências
De acordo com Diego Castro, a decisão determina que parlamentares informem previamente a data e o horário das visitas. Além disso, eles precisam solicitar autorização à direção da unidade hospitalar antes de realizar qualquer fiscalização.
O deputado afirmou que também ficou proibido de fazer registros durante as inspeções. Para ele, essas exigências comprometem a atuação dos representantes eleitos pela população.
“O governador usou o meu caso como exemplo para os demais parlamentares”, declarou durante a entrevista.
Críticas à situação da saúde pública
Ao longo da conversa, Diego Castro relembrou fiscalizações realizadas em hospitais baianos. Como exemplo, ele citou uma unidade de saúde em Vitória da Conquista.
Segundo o parlamentar, pacientes que deixavam o pós-operatório precisavam permanecer em corredores por falta de estrutura adequada. Para ele, esse cenário mostra uma realidade diferente daquela apresentada pelo governo.
Além disso, o deputado afirmou que encontrou diversos problemas durante as visitas feitas desde o início do seu mandato.
Regulação também foi alvo de críticas
Outro ponto abordado por Diego Castro foi o sistema de regulação da saúde pública. Na avaliação dele, muitos pacientes enfrentam demora para conseguir atendimento especializado.
Conforme relatou, pessoas que necessitam de ortopedistas, neurologistas ou traumatologistas entram em filas e aguardam por vagas. Por isso, ele defendeu mudanças no modelo atualmente adotado pelo Estado.
Ainda segundo o deputado, a demora no atendimento pode agravar quadros clínicos e aumentar o sofrimento das famílias.
Decisão judicial gera debate
Durante a entrevista, Diego Castro afirmou que o Governo da Bahia acionou a Justiça para restringir as fiscalizações. Ele destacou que a decisão prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento das determinações estabelecidas.
Para o parlamentar, a medida representa uma limitação ao exercício da atividade fiscalizadora. Por outro lado, o governo argumenta que as regras buscam preservar protocolos internos das unidades hospitalares e proteger pacientes.
Dessa forma, o tema passou a gerar discussões sobre os limites da fiscalização parlamentar e sobre a necessidade de garantir transparência na gestão pública.
Debate continua na Bahia
Enquanto o deputado promete continuar cobrando mudanças e acompanhando a situação da saúde estadual, a decisão segue repercutindo no meio político baiano.
Além disso, o caso levanta questionamentos sobre a relação entre os poderes e sobre o papel dos parlamentares na fiscalização dos serviços públicos. Por isso, o assunto deve continuar em pauta nos próximos meses.





