O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3). Na ocasião, o ministro afirmou que o parlamentar enfrenta uma insegurança política e pessoal, que, segundo sua avaliação, estaria relacionada a um “complexo familiar”.
Além disso, Boulos também comentou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e fez críticas diretas ao antigo chefe do Executivo. Segundo o ministro, o ex-presidente seria um “sociopata notório”. Ainda de acordo com Boulos, os integrantes da família Bolsonaro precisariam de uma “terapia familiar” para lidar com conflitos internos.
Boulos questiona liderança dentro do grupo Bolsonaro
Durante a entrevista, o ministro afirmou que Flávio Bolsonaro teria assumido um papel de maior destaque político dentro da família após o afastamento do irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.
Nesse sentido, Boulos avaliou que Flávio passou a ocupar um espaço que antes era associado ao irmão. Entretanto, na visão do ministro, essa posição também trouxe maior exposição pública ao senador.
Além disso, Boulos citou episódios envolvendo o patrimônio e investigações relacionadas ao passado político de Flávio Bolsonaro. O senador, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que não cometeu crimes.
Declaração sobre apoio de Jair Bolsonaro
Ainda durante a entrevista, Guilherme Boulos afirmou que Flávio Bolsonaro precisaria demonstrar constantemente o apoio do pai à sua trajetória política.
“Toda semana ele tem que mostrar uma carta: ‘meu pai disse que sou eu’. Isso é insegurança”, declarou o ministro.
Dessa forma, Boulos argumentou que a necessidade de reafirmação pública demonstraria uma disputa interna por espaço e liderança dentro do grupo político ligado ao ex-presidente.
Declarações aumentam disputa política
As críticas de Boulos acontecem em um momento de movimentação política, no qual diferentes grupos buscam fortalecer seus representantes para futuras disputas eleitorais.
Por outro lado, aliados de Bolsonaro defendem a continuidade do projeto político construído pelo ex-presidente e rejeitam as críticas feitas por adversários.
Assim, a declaração do ministro amplia o debate entre integrantes do governo Lula e representantes da direita brasileira. Enquanto opositores apontam possíveis dificuldades internas no grupo Bolsonaro, seus apoiadores afirmam que existe uma forte mobilização política em torno de seus nomes.




