Ex-ministro da Fazenda afirma que a cobrança não nasceu no governo federal e atribui a iniciativa ao Congresso Nacional.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que a chamada “taxa das blusinhas” não surgiu no governo federal. Segundo ele, o Congresso Nacional incluiu a cobrança após receber pressão do varejo brasileiro.
Haddad deu a declaração durante entrevista à CNN. O petista também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não defendia a criação da taxa.
“O presidente Lula não queria cobrar a taxa das blusinhas. Quem introduziu foi o Congresso Nacional”, declarou Haddad.
Segundo o ex-ministro, Lula chegou a dizer que vetaria a proposta caso os parlamentares aprovassem a cobrança.
Haddad afirmou que o setor varejista pediu a medida. Na avaliação dele, o objetivo não era aumentar a arrecadação.
“O pedido buscava equilibrar a concorrência entre as lojas brasileiras e os produtos vendidos por empresas estrangeiras”, afirmou.
Medida buscava equilibrar a concorrência
O ex-ministro disse que os lojistas nacionais enfrentavam concorrência desigual. De um lado, estavam as lojas brasileiras, que pagavam impostos no país. Do outro, empresas estrangeiras vendiam produtos diretamente aos consumidores.
Por isso, segundo Haddad, o varejo pediu mudanças nas regras das importações de pequeno valor.
Ele também tentou afastar sua responsabilidade pessoal pela cobrança.
“Não tem nada a ver comigo”, declarou.
Como surgiu a taxa das blusinhas
O debate sobre a chamada “taxa das blusinhas” ganhou força em 2024. Naquele ano, o Congresso Nacional aprovou a cobrança de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50.
A medida atingiu encomendas feitas por plataformas estrangeiras dentro do programa Remessa Conforme.
A nova regra começou a valer em agosto de 2024. Desde então, consumidores e empresários discutem seus efeitos sobre os preços e o comércio eletrônico. <Cite ref={[“turn0search8”]}/>
Declaração reacende disputa política
A fala de Haddad voltou a colocar o tema no debate político. O ex-ministro sustenta que o Congresso criou a cobrança e que o varejo nacional defendeu a mudança.
Críticos, porém, lembram que a medida entrou em vigor durante sua gestão no Ministério da Fazenda e recebeu sanção presidencial.
A discussão mostra que a “taxa das blusinhas” continua como um dos temas mais controversos da política econômica recente. O assunto também deve seguir presente no debate eleitoral em São Paulo e no cenário nacional.





