O assassinato brutal de Laís, jovem de apenas 25 anos, na frente do próprio filho, em Sepetiba (RJ), causou comoção em todo o país. A violência do crime e o contexto familiar em que ocorreu escancaram, mais uma vez, a fragilidade da segurança pública e o impacto devastador da criminalidade nas famílias brasileiras.
Em um desdobramento recente e carregado de emoção, a mãe do autor dos disparos se pronunciou, demonstrando profundo desespero e repúdio pela atitude do filho. Em lágrimas, ela pediu perdão à família da vítima:
“Eu peço perdão à família por ter colocado esse monstro no mundo.”
O depoimento comoveu a população e levantou debates sobre culpa, responsabilidade e sofrimento compartilhado. Enquanto a família de Laís enfrenta uma dor irreparável, a mãe do assassino também vive uma tragédia própria — a de ver o próprio filho se tornar símbolo de uma barbárie que parece não ter fim.
O caso de Laís é mais do que uma manchete: é um retrato de como a violência urbana desestrutura lares, destrói futuros e gera círculos de dor que atingem vítimas, agressores e suas famílias. Em meio ao medo cotidiano, o episódio reforça a urgência de políticas públicas mais eficazes de prevenção, educação e apoio psicológico às comunidades mais afetadas pela criminalidade.
A tragédia de Sepetiba precisa servir como alerta — não apenas pela brutalidade do crime, mas pelo que ele revela sobre o abandono social e a banalização da vida em muitos bairros do Rio de Janeiro.


