O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, deixou rastros de destruição e mobilizou todo o Estado. Para acelerar a recuperação, o governador Ratinho Junior anunciou que detentos do programa Mãos Amigas vão ajudar na reconstrução de escolas, creches e da Apae do município.
Tragédia e reconstrução
O fenômeno natural destruiu grande parte da cidade. Segundo relatórios iniciais, cerca de 90% da área urbana foi afetada, deixando mortos, feridos e centenas de famílias desalojadas. Diante do cenário, o governo estadual organizou uma força-tarefa para limpar ruas, remover entulhos e restaurar prédios públicos.
O papel dos detentos
O grupo inicial conta com 14 presos selecionados por bom comportamento — quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul e dez da Penitenciária de Guarapuava. Eles vão atuar na limpeza, manutenção e recuperação de estruturas danificadas, sob supervisão direta das equipes técnicas do governo.
O Mãos Amigas busca oferecer reintegração social por meio do trabalho, além de garantir ocupação produtiva e redução de pena para os participantes.
Benefícios e desafios
A presença dos detentos na reconstrução traz ganhos práticos. Além de acelerar as obras, o projeto reduz custos e oferece oportunidade de reabilitação social.
No entanto, o programa exige vigilância constante. É essencial garantir a segurança, a transparência e o respeito à comunidade local. Outro ponto importante é deixar claro que o trabalho prisional complementa, e não substitui, a contratação de mão de obra local.
O que vem pela frente
Nas próximas semanas, a prioridade será restaurar as escolas e unidades de atendimento para que as atividades voltem à normalidade. O governo deve divulgar cronogramas, equipes envolvidas e o avanço das obras. A meta é reconstruir com rapidez, mas também com humanidade e responsabilidade.
Conclusão
A utilização de presos em projetos de reconstrução representa uma forma de unir solidariedade e reinserção social. Quando bem supervisionada, essa iniciativa pode transformar tanto as cidades quanto as pessoas que ajudam a reconstruí-las.


