Durante um discurso firme na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o vereador Diogo Azevedo respondeu às críticas, explicou sua mudança partidária e confirmou sua pré-candidatura pelo PSDB, após deixar o União Brasil.
Desde o início, ele adotou um tom direto e buscou esclarecer os principais pontos que vêm gerando debate no cenário político local.
Viagens, faltas e resultados concretos
Primeiramente, Azevedo enfrentou as críticas sobre suas ausências nas sessões da Câmara. No entanto, ele justificou essas faltas com um argumento claro: sua prioridade tem sido buscar benefícios para a cidade.
“Faltei e faltarei quando for necessário, porque faltei para buscar recursos para a cidade.”
Além disso, o vereador destacou resultados práticos dessas viagens. Segundo ele, sua atuação garantiu cerca de R$ 3,5 milhões para a educação e contribuiu para a ampliação de leitos hospitalares. Ou seja, ele reforça que seu trabalho vai além da presença física no plenário.
Mudança de partido e articulação política
Em seguida, o vereador abordou sua saída do União Brasil e a decisão de disputar um novo espaço político pelo PSDB. Diferentemente do que alguns críticos afirmam, ele garantiu que não tomou essa decisão sozinho.
“Houve negociação dos partidos. Não decidi isso sozinho.”
Além disso, ele explicou que participou de diversas reuniões com lideranças políticas da Bahia. Portanto, segundo ele, não houve surpresa nem ruptura inesperada, mas sim um processo construído coletivamente.
Fidelidade política: um novo olhar
Outro ponto importante do discurso foi sua reflexão sobre fidelidade na política. Nesse sentido, Azevedo propôs uma mudança de perspectiva:
“Ser fiel na política não é ser subordinado a projeto pessoal ou a partido político. Ser fiel é buscar a melhoria do povo.”
Assim, ele tenta reposicionar sua imagem, destacando que suas decisões seguem, прежде de tudo, o interesse público.
Críticas, “fogo amigo” e postura firme
Ao longo do discurso, o vereador também comentou sobre críticas vindas até mesmo de aliados — o chamado “fogo amigo”. Ainda assim, ele demonstrou segurança e resistência diante das pressões.
“Posso balançar, mas não vou cair.”
Além disso, ele afirmou que está preparado para enfrentar ataques e que continuará defendendo seu trabalho. Dessa forma, constrói uma narrativa de firmeza e resiliência.
Problemas reais da população no centro do debate
Por outro lado, Azevedo trouxe à tona questões urgentes da cidade. Ele citou, por exemplo:
- Mais de 200 pessoas aguardando consulta com oncologista
- A falta de neuropediatra para atender crianças autistas
Com isso, o vereador reforça que seu foco permanece nas demandas reais da população. Portanto, ele utiliza esses exemplos para justificar suas ações políticas.
Superação pessoal e trajetória política
Em um momento mais pessoal, Azevedo relembrou um episódio marcante: a perda do pai poucos dias antes da eleição. Ainda assim, ele decidiu seguir em frente.
“Eu estava firme e forte, com todas as dores, porque tinha um objetivo.”
Dessa maneira, ele conecta sua trajetória política a uma narrativa de superação e determinação.
Pré-candidatura e cenário político
Por fim, o vereador confirmou sua pré-candidatura a deputado federal. Segundo ele, essa movimentação já vinha sendo discutida há cerca de um ano.
“Ninguém foi pego de surpresa. Eu não fiz nada nas costas de ninguém.”
Além disso, ele minimizou as disputas políticas locais ao afirmar que há espaço para todos:
“Conquista tem eleitor para todo mundo.”
Conclusão
Em síntese, Diogo Azevedo apresenta um discurso marcado por firmeza, justificativas diretas e foco na população. Ao mesmo tempo, ele tenta se posicionar como um político independente, que prioriza resultados concretos.
Assim, entre críticas e articulações, o vereador busca consolidar sua imagem e ampliar seu espaço político — agora mirando novos desafios fora da Câmara Municipal de Vitória da Conquista.





