A drenagem urbana voltou ao centro do debate em Vitória da Conquista após novos alertas sobre áreas de risco durante períodos de chuva. Em entrevista concedida à Rádio Conquista FM, o engenheiro civil Leandro de Aragão Correia Fonseca destacou a gravidade da situação e afirmou que determinados pontos da cidade podem enfrentar problemas sérios se o poder público não agir com rapidez.
Segundo ele, a situação da Avenida Presidente Vargas exige atenção imediata. Para o engenheiro, o sistema de drenagem da região apresenta riscos claros e precisa de intervenções urgentes para evitar novos acidentes.
Falta de planejamento agrava riscos
De acordo com Fonseca, o crescimento urbano da cidade aumentou a pressão sobre o sistema de drenagem. Ao mesmo tempo, a expansão da pavimentação reduziu a capacidade do solo de absorver água da chuva. Como resultado, o volume de água que chega às galerias pluviais cresceu consideravelmente.
Além disso, o engenheiro afirma que o município acumulou um grande déficit de infraestrutura ao longo dos anos. Ou seja, a cidade cresceu, mas as obras estruturais não acompanharam esse desenvolvimento.
Nesse sentido, Fonseca alerta que alguns pontos da cidade já apresentam sinais claros de saturação. Portanto, a falta de intervenções pode transformar episódios de alagamento em situações ainda mais graves.
Presidente Vargas preocupa especialistas
Durante a entrevista, o engenheiro destacou a situação da Avenida Presidente Vargas como uma das mais preocupantes. Segundo ele, o piscinão existente na região pode provocar uma tragédia caso ocorra transbordamento durante chuvas intensas.
“Se aquele piscinão transbordar, a Presidente Vargas pode virar uma tragédia anunciada”, afirmou.
Para Fonseca, os primeiros acidentes registrados na região já funcionaram como um alerta. No entanto, as autoridades não adotaram medidas preventivas com a rapidez necessária.
Medidas simples poderiam ter evitado tragédia
Durante a entrevista à Rádio Conquista FM, o engenheiro Leandro de Aragão Correia Fonseca afirmou que algumas medidas simples poderiam ter reduzido significativamente os riscos no local onde ocorreu a tragédia que vitimou Dona Rosânia, na Avenida Presidente Vargas, em Vitória da Conquista.
Segundo ele, intervenções básicas de segurança poderiam ter sido adotadas logo após os primeiros incidentes registrados na região. Entre essas medidas, o engenheiro citou:
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instalação de grades de proteção
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colocação de guard-rails próximos aos canais de drenagem
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reforço da sinalização em áreas consideradas de risco
De acordo com Fonseca, essas ações não resolveriam de forma definitiva os problemas estruturais da drenagem urbana da cidade. No entanto, poderiam ter aumentado a segurança no local e, possivelmente, evitado que a fatalidade acontecesse.
Para o especialista, o primeiro acidente registrado na área já representava um alerta claro. Ainda assim, segundo ele, as intervenções necessárias não ocorreram com a rapidez necessária.
Investimento em drenagem precisa virar prioridade
Durante a entrevista, Fonseca também comentou a discussão sobre investimentos públicos em infraestrutura. Na avaliação dele, a cidade precisa priorizar obras de macrodrenagem para evitar que novos acidentes ocorram.
De acordo com o engenheiro, parte significativa dos recursos destinados ao município poderia financiar projetos estruturais capazes de reduzir grande parte dos problemas de drenagem.
Além disso, ele defende que o debate deixe de ser apenas político. Para Fonseca, a cidade precisa tratar a infraestrutura urbana como um projeto permanente de desenvolvimento.
Planejamento para o futuro da cidade
Por fim, o engenheiro reforçou que a drenagem urbana exige planejamento de longo prazo. Afinal, obras desse tipo impactam diretamente a segurança e a qualidade de vida da população.
Portanto, especialistas defendem que o município estabeleça políticas contínuas para resolver o problema. Dessa forma, Vitória da Conquista poderá evitar novas tragédias e garantir uma infraestrutura mais segura para as próximas gerações.





