Durante entrevista concedida à Rádio Conquista FM, no programa Jornal das Seis, o pré-candidato a deputado estadual Wagner Alves voltou a comentar a polêmica envolvendo a destinação de recursos públicos em Vitória da Conquista. O programa é apresentado por Vinícius Lima, Daniel Silva e Laina Andrade.
Logo no início da fala, Wagner reforçou que não vê motivo para pedir desculpas por discordar da proposta de investir cerca de R$ 30 milhões na construção de um novo prédio para a Câmara Municipal de Vitória da Conquista.
Direito à crítica e liberdade de expressão
Segundo Wagner Alves, sua posição foi manifestada como cidadão e dentro do direito constitucional à livre expressão. Por isso, ele afirmou que mantém integralmente o que disse anteriormente.
Além disso, o pré-candidato questionou se discordar de uma iniciativa administrativa justificaria um pedido de desculpas. Para ele, o debate deveria se concentrar no interesse público, e não em ataques pessoais.
“Qualquer cidadão pode e deve opinar sobre como o dinheiro público está sendo utilizado”, destacou durante a entrevista.
Debate sobre os R$ 30 milhões e alternativas de investimento
Outro ponto central da entrevista foi o questionamento sobre a prioridade do investimento. Wagner argumentou que o valor poderia ser melhor aplicado em áreas que tragam retorno direto à população.
Entre as alternativas citadas, estão ações nas áreas de infraestrutura, saúde e habitação popular. Dessa forma, segundo ele, o benefício seria mais amplo para os moradores de Vitória da Conquista.
Nesse contexto, o pré-candidato levantou uma pergunta direta: quem deve desculpas a quem? Para Wagner, a população merece respeito e transparência nas decisões.
Separação dos poderes e limites institucionais
Além da crítica ao gasto, Wagner Alves fez uma defesa enfática da separação entre os poderes. De acordo com ele, cabe exclusivamente ao Poder Executivo decidir onde aplicar os recursos provenientes de empréstimos aprovados por lei.
O Legislativo, segundo Wagner, pode sugerir caminhos. No entanto, impor a destinação dos recursos não seria admissível. Caso isso ocorra, haveria interferência indevida na gestão.
“Cada poder tem sua competência. Quando um avança sobre o outro, a gestão é prejudicada”, afirmou.
Repercussão política e cenário pré-eleitoral
Por fim, a entrevista teve forte repercussão no cenário político local. O tema ganhou destaque justamente por envolver recursos públicos e prioridades administrativas.
Além disso, as declarações ocorrem em um momento pré-eleitoral, o que amplia o impacto do debate. Assim, a fala de Wagner Alves reforça discussões importantes sobre transparência, responsabilidade fiscal e respeito institucional.
O assunto deve continuar em pauta nos próximos meses, especialmente diante do interesse direto da população conquistense.





