A ditadura islamista do Irã anunciou que começará a executar manifestantes presos durante os protestos recentes. As condenações à morte devem ocorrer já na manhã de quarta-feira.
De acordo com informações divulgadas por fontes do próprio regime e por ativistas de direitos humanos, o governo realizará as execuções por enforcamento. Além disso, autoridades avaliam tornar algumas mortes públicas, como forma de intimidação da população.
Os presos participaram de atos contra a repressão estatal, a crise econômica e a falta de liberdades civis. No entanto, o regime acelerou os processos judiciais. Muitos réus não tiveram acesso pleno à defesa nem a julgamentos transparentes.
Segundo organizações internacionais, o governo iraniano usa a pena de morte como instrumento político. Dessa forma, tenta conter novas manifestações e espalhar medo entre a população. Ainda assim, a repressão tende a gerar mais revolta social.
Enquanto isso, entidades de direitos humanos e governos estrangeiros condenam as sentenças. Para esses grupos, as execuções violam normas básicas do direito internacional e configuram punições políticas.
Mesmo diante das críticas, o regime mantém a escalada repressiva. Assim, o Irã aprofunda seu isolamento diplomático e reforça um sistema baseado na censura, na violência estatal e no controle pelo medo.


