O governo brasileiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva e o PT, continua a apoiar Nicolás Maduro. Essa postura é moralmente contraditória diante da realidade venezuelana. Enquanto Brasília fala em “soberania” e “respeito à não intervenção”, milhões de venezuelanos sofrem com crimes sistemáticos contra a humanidade.
Mortos, torturados e desaparecidos
A violência do regime Maduro é clara:
- Mais de 10.000 pessoas foram assassinadas pelas forças de segurança nos últimos 10 anos. Muitas mortes ocorreram em execuções extrajudiciais contra jovens e moradores de áreas pobres.
- Pelo menos 1.652 pessoas foram torturadas sob custódia do Estado.
- Centenas de opositores desapareceram ou foram detidos arbitrariamente, e muitos nunca reapareceram.
Casos emblemáticos reforçam o padrão de repressão:
- Rafael Acosta Arévalo, oficial naval, morreu sob tortura após ser acusado de conspiração contra o Estado.
- Após os protestos eleitorais de 2024, mais de 2.200 cidadãos foram detidos arbitrariamente, incluindo jovens acusados de terrorismo sem provas.
O êxodo ignorado pelo governo brasileiro
A repressão e o colapso econômico provocaram uma das maiores crises migratórias do mundo:
- Mais de 6 milhões de venezuelanos fugiram do país.
- Quase um em cada cinco venezuelanos se tornou refugiado, pressionando países vizinhos como Colômbia, Brasil, Peru e Equador.
Esses números refletem não apenas a violência, mas também a falência do Estado em garantir direitos básicos.
Hipocrisia diplomática
Lula e o PT afirmam que críticas a Maduro violariam a soberania venezuelana. No entanto, órgãos internacionais confirmam execuções extrajudiciais, tortura e detenções arbitrárias.
O governo brasileiro prefere ignorar esses fatos. Em vez de condenar o regime, relativiza abusos e prioriza afinidade ideológica. Isso revela um descompasso entre discurso e prática.
Por que Lula e o PT persistem no apoio?
Três fatores explicam, embora nenhum justifique:
- Afinidade ideológica com o chavismo.
- Resistência a pressões externas, colocando política externa acima de direitos humanos.
- Medo de isolamento político dentro de blocos progressistas regionais.
Nenhuma dessas razões pode justificar que o governo brasileiro ignore mortes, tortura e êxodo humano.
Conclusão
A defesa de “soberania” não pode servir de cortina de fumaça para fechar os olhos diante de assassinatos, tortura e migração forçada. Lula e o PT devem exigir responsabilização de Maduro. Defender apenas a imagem de um regime opressor é incoerente e moralmente insustentável.


