O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista e paralisou 101 processos ligados aos atos de 8 de janeiro. A decisão foi tomada ao longo dos últimos dois meses.
Com o pedido, 68 ações penais tiveram o julgamento suspenso. Esses processos poderiam definir o futuro dos réus, entre condenação ou absolvição. Pelo regimento do STF, a suspensão pode durar até 90 dias.
Nos bastidores, a iniciativa é vista como técnica. O objetivo seria reavaliar o rigor das decisões já tomadas. Além disso, o movimento ocorre após a apresentação de novos recursos pelas defesas dos acusados.
Na prática, o pedido de vista retira os processos da pauta. O julgamento só volta após a devolução dos autos. Embora o procedimento seja permitido, o número elevado de ações chamou atenção.
Especialistas avaliam que a medida pode levar à revisão de critérios, incluindo penas e enquadramento dos crimes. Também pode haver uma análise mais detalhada da conduta individual de cada réu.
Por outro lado, críticos afirmam que a decisão prolonga a insegurança jurídica. Os acusados seguem sem uma definição judicial. As vítimas e a sociedade também aguardam uma resposta do Judiciário.
Até o momento, os processos seguem suspensos. A expectativa é que, após o prazo, o Supremo retome os julgamentos. O retorno pode resultar em mudanças ou na manutenção dos entendimentos anteriores.


