O governo Lula entrou em uma polêmica grave depois da megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. O presidente chamou o resultado de “matança” e prometeu uma investigação independente.
Enquanto isso, estuda oferecer apoio financeiro às famílias dos mortos na ação.
Essa combinação levanta críticas fortes. E com razão.
A decisão de ajudar financeiramente: sinal trocado
Antes de tudo, o governo afirma que os mortos eram suspeitos de ligação com facções criminosas. Ainda assim, discute assistência federal para essas famílias.
Isso gera várias questões:
- Por que ajudar justamente quem tinha envolvimento suspeito com o crime organizado?
- Onde fica o apoio às famílias de trabalhadores mortos pelo tráfico?
- Qual mensagem o governo envia à sociedade?
Além disso, até integrantes do próprio governo temem que a opinião pública interprete esse gesto como conivência com o crime.
Em resumo: Lula pode passar a imagem de que o Estado acolhe familiares de criminosos, mas esquece o resto da população honesta que sofre com a violência.
A crítica à polícia sem proposta firme
Lula afirmou que “a ordem era prender, não matar”. E reforçou que “houve uma matança”.
Também declarou que vai buscar investigação independente do caso.
Mas surge um problema:
Ele critica, porém não apresenta uma solução consistente para operações futuras.
Falta definição sobre:
- Como reduzir mortes?
- Como atuar com inteligência?
- Quem será responsabilizado?
Sem respostas claras, o discurso vira apenas reação política.
Segurança pública não pode viver de improviso
A população quer ver ação contra o crime, mas a favor da vida.
Quando o líder do país oscila entre “investigar a polícia” e “ajudar famílias de suspeitos mortos”, a gestão transmite desorientação.
Isso traz três efeitos perigosos:
1️⃣ enfraquece a autoridade presidencial
2️⃣ divide instituições que deveriam trabalhar juntas
3️⃣ gera desconfiança sobre quem o governo realmente defende
Afinal, como defender a segurança do povo ajudando quem alimenta o crime?
Conclusão: Lula precisa escolher um lado
O presidente pode defender direitos humanos sem flertar com o caos.
Mas, para isso, precisa abandonar discursos dúbios.
Se Lula quer credibilidade na segurança pública, precisa:
- agir antes do desastre, não depois
- proteger policiais e civis primeiro
- parar de confundir justiça com compensação financeira
Porque entre apoiar famílias de vítimas inocentes e ajudar parentes de suspeitos, existe uma diferença moral que o governo não deveria ignorar.

