Nos últimos meses, o regime de Nicolás Maduro vive um momento de tensão incomum. Segundo veículos internacionais, ex-integrantes do círculo interno chavista afirmam que o ditador teme uma ação militar dos Estados Unidos. Esse sentimento, de acordo com as fontes, cresceu com a presença cada vez maior de forças norte-americanas no Caribe. A região é estratégica e concentra rotas marítimas próximas ao território venezuelano.
Além disso, relatórios revelam que a movimentação dos EUA — com navios de guerra e unidades de resposta rápida — aumentou a pressão dentro do Palácio de Miraflores. Para antigos aliados, o medo de Maduro tem relação direta com a possibilidade de uma intervenção súbita caso surja uma crise política grave. Também haveria receio de retaliações se os interesses americanos forem ameaçados.
O clima interno piorou após novas sanções e pressões diplomáticas. Dessa forma, a sensação de vulnerabilidade se intensificou. Segundo as fontes, Maduro teme não apenas um golpe interno. Ele receia, acima de tudo, ser eliminado inesperadamente.
Por que o temor não é apenas paranoia
A inquietação não surge do nada. Os EUA ampliaram sua presença militar no Caribe nos últimos meses. Oficialmente, Washington afirma que as operações focam no combate ao narcotráfico. Porém, analistas interpretam o movimento como uma forma de pressionar o regime.
Desde agosto, destróieres, submarinos e unidades especiais têm circulado perto da Venezuela. Consequentemente, o governo chavista passou a adotar medidas de segurança mais rigorosas. Mudanças de rota, troca constante de celulares e substituição de equipes de proteção tornaram-se rotina entre os altos funcionários.
Por outro lado, a presença de um porta-aviões americano na região aumentou ainda mais a tensão. Essa concentração de poder militar é a maior em décadas, segundo especialistas em defesa. Assim, cresce a percepção de que o regime está cercado e sob vigilância permanente.
Um futuro incerto para Miraflores
A combinação de sanções, movimentação militar e desgaste político coloca Maduro em um estado permanente de alerta. Portanto, o medo relatado por seus antigos aliados não parece exagero. A disputa de poder na Venezuela voltou ao centro do cenário regional. E, enquanto a crise se aprofundar, o clima de insegurança no Palácio de Miraflores tende a aumentar.


