A entrevista do deputado federal Marcio Marinho à Rádio Conquista FM repercutiu fortemente nos bastidores da política. Ao longo da conversa, o parlamentar fez declarações duras sobre investigações em curso e sobre o ambiente em Brasília.
Logo no início, ele afirmou que “a coisa ainda é pior do que se imagina”. Segundo o deputado, há parlamentares preocupados com possíveis desdobramentos judiciais. Além disso, destacou que o cenário atual é diferente do passado.
Redes sociais ampliam pressão
De acordo com Marinho, hoje existe um fator que mudou o jogo: as redes sociais. “Tem câmeras, gravadores. Nada fica impune”, afirmou. Nesse sentido, ele argumenta que a exposição pública tornou mais difícil esconder irregularidades.
Por outro lado, o deputado questionou o crescimento patrimonial de alguns agentes públicos. Ele citou casos de patrimônios bilionários e levantou dúvidas sobre a origem desses recursos. Para ele, a sociedade tem o direito de cobrar explicações.
Críticas ao Supremo
Outro ponto central da entrevista foi a menção ao Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho declarou que o Supremo “foi atingido” e que estaria sob forte pressão. Segundo ele, membros da Corte teriam sido associados a pessoas investigadas, o que teria abalado a imagem da instituição.
Além disso, o parlamentar afirmou que decisões que afetem a liberdade de investigados podem provocar novas revelações. Caso isso ocorra, segundo ele, envolvidos podem expor informações ainda desconhecidas.
A citação do livro como contextualização
Durante a entrevista, o apresentador Vinícius Lima mencionou o livro Lava Jato: Histórias dos Bastidores da Maior Investigação Anticorrupção do Brasil, da jurista Ligia Maura Costa.
A referência foi feita com base em uma entrevista recente concedida pela autora à CNN Brasil. Na ocasião, ela afirmou que o chamado escândalo do Banco Master pode ter proporções maiores do que as reveladas pela Operação Lava Jato.
Um cenário de expectativa
Por fim, a entrevista revela um ambiente político marcado por incertezas. Segundo o deputado, há apreensão nos bastidores. Ao mesmo tempo, cresce a pressão pública por transparência.
Assim, o debate segue aberto. E, como indicou Marinho, novos capítulos ainda podem surgir.





