A jornalista Daniela Lima gerou forte reação nas redes sociais após um comentário feito durante o programa UOL News. A polêmica começou quando ela ironizou a queda sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em 5 de janeiro, enquanto ele se encontrava sob custódia.
Durante a análise do caso, Daniela riu do episódio e comparou o traumatismo craniano à expressão “ficha que demorou a cair”. O comentário rapidamente ganhou repercussão fora do estúdio e provocou críticas de internautas que consideraram a fala desrespeitosa, sobretudo por envolver a saúde de um homem de 71 anos em condição física delicada.
Críticos acusaram a jornalista de ultrapassar o limite da análise política e recorrer ao deboche pessoal. Muitos afirmaram que divergências ideológicas não justificam ironias sobre acidentes e questões médicas. Para esse grupo, o jornalismo deve preservar empatia e responsabilidade, mesmo em ambientes de forte polarização.
Apoiadores de Daniela Lima, por outro lado, defenderam o comentário ao alegar que figuras públicas sempre enfrentam análises duras e irônicas. Ainda assim, parte desse público reconheceu que o tom adotado poderia ter sido mais cuidadoso diante da gravidade do ocorrido.
O episódio reacende um debate frequente no jornalismo brasileiro. Profissionais podem usar ironia ao comentar fatos políticos, mas precisam avaliar o impacto humano de suas palavras. Em um cenário de radicalização do discurso, a forma como jornalistas se expressam influencia diretamente a percepção pública.
Mais do que um embate ideológico, a controvérsia expõe a crescente cobrança por equilíbrio, sensibilidade e ética na comunicação. Quando saúde e dignidade entram em pauta, o público espera que a crítica política não se transforme em desumanização.




