Um professor universitário criticou uma publicação feita por um perfil oficial do governo brasileiro. A postagem afirmava que pessoas com renda acima de R$ 5 mil seriam “playboys”.
O conteúdo foi divulgado pela conta da Casa Civil nas redes sociais. No entanto, após forte repercussão negativa, a publicação foi excluída.
Segundo o professor, a mensagem apresenta uma visão distorcida da realidade econômica do país. Além disso, ele avalia que o post estimula a polarização social.
De acordo com o docente, uma renda de R$ 5 mil não representa luxo. Pelo contrário, em muitos centros urbanos, esse valor mal cobre despesas básicas. Entre elas estão moradia, alimentação, transporte e educação.
A publicação gerou reação imediata nas redes sociais. Por isso, internautas de diferentes correntes políticas criticaram o tom adotado. Muitos apontaram generalização e falta de sensibilidade com a classe média.
Além disso, usuários destacaram o alto custo de vida e a elevada carga tributária enfrentada pelos trabalhadores. Dessa forma, classificaram o conteúdo como desinformação.
Diante da pressão, a Casa Civil apagou a postagem. Contudo, até o momento, não houve pedido formal de desculpas nem esclarecimento público detalhado.
O episódio reacendeu o debate sobre comunicação institucional. Também levantou questionamentos sobre o uso responsável das redes sociais por órgãos públicos.
Por fim, especialistas em comunicação pública afirmam que o caso revela falhas na estratégia digital do governo. Assim, defendem mensagens mais informativas e alinhadas à realidade da população brasileira.




