A investigação sobre supostas fraudes no Banco Master provocou forte repercussão nos bastidores do Supremo Tribunal Federal. O motivo central é a atuação do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura irregularidades financeiras bilionárias.
Nos últimos dias, decisões tomadas por Toffoli passaram a incomodar colegas da Corte. Segundo analistas políticos da CNN Brasil, ministros avaliam que o caso já ultrapassou o campo jurídico e passou a gerar desgaste institucional.
Desconforto cresce dentro da Corte
Diante da repercussão negativa, o presidente do STF, Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília. O objetivo foi conversar com os demais ministros e tentar conter a crise de imagem.
Além disso, nos bastidores, cresce a avaliação de que a condução do caso precisa ser revista. Para alguns magistrados, a permanência do inquérito no STF amplia críticas externas e pressiona ainda mais a Corte.
Decisões ampliam críticas externas
Outro ponto que gerou reação foi a concentração de depoimentos em poucos dias. A medida surpreendeu investigadores e levantou questionamentos sobre a estratégia adotada.
Além disso, críticas públicas feitas por Toffoli à Polícia Federal aumentaram a tensão entre as instituições. Em resposta, a PF afirmou que eventuais atrasos ocorreram por motivos operacionais, e não por descumprimento de ordens.
Debate político e crise de imagem
Enquanto isso, o caso extrapolou o meio jurídico. Parlamentares passaram a discutir possíveis medidas políticas, incluindo pedidos de impeachment, o que elevou ainda mais a temperatura do debate.
Dessa forma, o Caso Banco Master se tornou mais do que uma investigação criminal. Hoje, ele simboliza um novo capítulo da crise de confiança entre instituições e expõe os desafios do STF diante da opinião pública.
Por fim, ministros tentam evitar que o episódio cause danos duradouros à credibilidade da Corte, em um momento de grande sensibilidade política no país.

