O cenário político da Bahia para 2026 começou a ganhar novos contornos. Recentemente, a prefeita de Sheila Lemos, gestora de Vitória da Conquista, admitiu a possibilidade de integrar uma chapa majoritária ao lado de ACM Neto na disputa pelo Governo do Estado.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Band Cidade. Na ocasião, Sheila destacou que, embora seu desejo inicial seja concluir o mandato à frente do município, por outro lado, reconhece que as eleições estaduais terão um peso decisivo para o futuro da Bahia.
“Sempre manifestei minha intenção de concluir o mandato, mas entendo o peso que essa eleição terá para o futuro do nosso estado”, afirmou.
Aliança estratégica ganha força
Além disso, a prefeita ressaltou a sintonia política com ACM Neto. Segundo ela, ambos já caminharam juntos em outras disputas eleitorais, o que fortalece a confiança mútua. Nesse sentido, a possibilidade de uma composição formal em 2026 surge como um movimento natural dentro do grupo político de oposição.
Ainda que nenhuma decisão tenha sido oficializada, Sheila sinalizou que está preparada para novos desafios. Caso haja entendimento dentro do grupo, a gestora admite disputar como vice-governadora. Ou seja, a construção da chapa dependerá das articulações e do alinhamento partidário nos próximos meses.
Peso eleitoral e impacto regional
Por outro lado, analistas políticos observam que a possível aliança não é apenas simbólica. Isso porque Sheila Lemos foi reeleita com votação expressiva em Vitória da Conquista, um dos maiores colégios eleitorais do interior baiano. Dessa forma, sua presença em uma chapa estadual poderia ampliar a capilaridade da oposição fora da capital.
Além do fator eleitoral, há também o aspecto estratégico. Enquanto ACM Neto consolida sua posição como uma das principais lideranças oposicionistas no estado, Sheila representa a força política do interior. Assim, a união dos dois nomes poderia equilibrar a disputa regionalmente.
O que esperar de 2026?
Ainda é cedo para definições concretas. Contudo, as declarações já movimentam o tabuleiro político baiano. A sucessão estadual promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos, e alianças como essa podem redefinir estratégias e alianças partidárias.
Portanto, os próximos meses serão decisivos. À medida que as articulações avançarem, o eleitorado baiano começará a ter uma visão mais clara das chapas que estarão na disputa. Até lá, as sinalizações políticas seguem sendo acompanhadas de perto por lideranças e analistas.





