Nos últimos dias, voltou ao centro do debate a concessão da BR-116, especialmente no trecho que corta o sudoeste da Bahia.
Dessa vez, o alerta veio de José Maria Caires, líder do movimento Duplica Sudoeste.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Caires afirma estar com o cronograma de obras da futura concessionária em mãos.
No entanto, ao analisar o documento, ele demonstrou preocupação.
Segundo ele, o cronograma lista diversas intervenções previstas.
Porém, não aparecem os viadutos, que há anos são reivindicados pela população.
Em vez disso, o projeto prevê rotatórias alongadas, acessos e retornos.
Esse ponto, portanto, acendeu um sinal de alerta.
Afinal, os viadutos são vistos como essenciais para melhorar a segurança e a fluidez do tráfego.
Além disso, Caires lembra que a duplicação da rodovia está prevista apenas para o terceiro ano da concessão.
Mesmo assim, ela começaria com cerca de 46 quilômetros iniciais.
Ou seja, trata-se de um processo lento para uma demanda antiga.
Por esse motivo, ele defende que a sociedade se manifeste.
Segundo sua avaliação, essa cobrança deve ocorrer por meio dos representantes políticos.
Assim, será possível exigir explicações antes que a concessão seja concluída.
Caso contrário, existe o risco de o contrato avançar sem incluir os viadutos prometidos.
Isso, na prática, pode frustrar expectativas criadas ao longo de anos de debates e audiências públicas.
Por outro lado, Caires não descarta a importância de outras obras previstas.
No entanto, ele reforça que soluções paliativas não substituem intervenções estruturais.
Especialmente em pontos críticos, viadutos são considerados fundamentais.
Por que esse debate é tão importante?
A BR-116 é uma das principais ligações do interior baiano com outras regiões do país.
Além disso, ela impacta diretamente a economia, a mobilidade e a segurança viária.
Portanto, discutir o cronograma agora é essencial.
Desse modo, evita-se que decisões definitivas sejam tomadas sem diálogo com a população.
Conclusão
A fala de José Maria Caires reforça uma preocupação coletiva.
A sociedade não quer apenas obras listadas no papel.
Ela espera soluções eficazes e duradouras.
Assim, o debate sobre a concessão precisa continuar.
Com transparência, participação popular e acompanhamento constante, será possível garantir que as principais demandas não fiquem de fora.





