A decisão do prefeito de Jequié, Zé Cocá, de aceitar o convite para ser vice na chapa de ACM Neto não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ela é resultado de um processo político marcado por diálogo, ожидativa e, principalmente, frustração com a falta de resultados concretos.
Durante entrevista ao radialista Mário Kertész, Cocá abriu o jogo e explicou, de forma direta, os motivos que o levaram a mudar de posição no cenário baiano.
Respeito institucional, mas cobrança por resultados
Em primeiro lugar, Zé Cocá fez questão de destacar que não tem problemas pessoais com o governador Jerônimo Rodrigues. Inclusive, ele afirmou ter sido bem recebido em reuniões e encontros institucionais.
No entanto, apesar do respeito, o prefeito foi enfático: política não se sustenta apenas em cordialidade. Ou seja, é preciso entregar.
Além disso, ele revelou que apresentou demandas importantes para Jequié e região, sobretudo projetos estruturantes capazes de transformar a realidade local. Entretanto, embora tenha havido sinalizações positivas, essas propostas não saíram do papel.
Promessas e frustração
Ao longo do tempo, segundo Cocá, houve visitas, reuniões e indicativos de que os projetos avançariam. Contudo, na prática, nada se concretizou.
Por isso, o sentimento que ficou foi de frustração. Ainda assim, ele evitou ataques e reforçou que não pretende “falar mal de ninguém”. Pelo contrário, preferiu adotar uma postura mais racional.
Dessa forma, deixou claro que sua decisão não foi emocional, mas baseada naquilo que ele viu — ou melhor, naquilo que não viu acontecer.
Uma visão pragmática da política
Nesse sentido, Zé Cocá afirmou que aprendeu a não perder tempo na política. Em outras palavras, esperar indefinidamente por ações que não chegam não faz parte da sua estratégia.
Assim sendo, ele passou a buscar alternativas que pudessem, de fato, trazer resultados concretos para sua região.
Consequentemente, esse pensamento abriu caminho para uma reaproximação com ACM Neto.
O fator decisivo: confiança
Quando falou sobre o encontro com ACM Neto, Cocá destacou um elemento central: confiança.
Segundo ele, a conversa foi franca, direta e baseada no compromisso. Além disso, ressaltou a importância da palavra na política, afirmando que acredita no “fio do bigode” — ou seja, no compromisso assumido e cumprido.
Por outro lado, ele deixou implícito que esse tipo de segurança não foi percebido anteriormente. Assim, ao sentir firmeza em ACM Neto, sua decisão começou a se consolidar.
Aceitação do convite e novo alinhamento
Diante desse cenário, Zé Cocá aceitou o convite para integrar a chapa como vice. Portanto, sua escolha representa não apenas uma aliança política, mas também uma mudança estratégica.
Além disso, sua entrada fortalece o projeto de ACM Neto no interior da Bahia, ampliando o alcance da candidatura.
Um movimento que redesenha o cenário
Por fim, a decisão de Zé Cocá envia um recado claro ao cenário político baiano. De um lado, evidencia a insatisfação com promessas não cumpridas. De outro, mostra que lideranças estão cada vez mais orientadas por resultados.
Em resumo, mais do que uma simples composição de chapa, o movimento sinaliza uma nova fase política — onde, acima de tudo, a entrega pesa mais que o discurso.
E, nesse novo cenário, Zé Cocá já escolheu de que lado estará.





