O vereador Eduardo Moura, do partido Novo, protocolou um pedido de impeachment contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB). A ação foi motivada por suspeitas envolvendo um concurso público para procurador municipal.
Segundo o parlamentar, o resultado do certame sofreu alterações após a divulgação inicial. Com isso, a nova classificação teria beneficiado diretamente o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Diante disso, surgiram questionamentos sobre a transparência do processo. Além disso, críticos apontam possível violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. Esses princípios, vale lembrar, são obrigatórios em qualquer concurso público.
Ainda segundo Moura, as mudanças não foram explicadas de forma clara pela prefeitura. Por esse motivo, o vereador afirma que o caso precisa ser apurado com rigor, inclusive no âmbito político.
Por outro lado, aliados do prefeito afirmam que não houve irregularidades. Segundo eles, eventuais ajustes no resultado seguiram critérios técnicos e legais. No entanto, essas explicações não convenceram parte da opinião pública.
Enquanto isso, o pedido de impeachment aumenta a pressão sobre a gestão municipal. Ao mesmo tempo, reacende o debate sobre ética, meritocracia e confiança nas instituições públicas.
Agora, cabe à Câmara Municipal do Recife analisar o pedido. A partir dessa decisão, o processo poderá avançar ou ser arquivado. Até lá, o caso segue alimentando críticas e intensificando o clima de tensão política na capital pernambucana.




