Durante a passagem por Cristalina (GO), na Caminhada da Liberdade, o deputado federal Nikolas Ferreira fez um discurso marcado por emoção, fé e críticas políticas. Logo no início, ele confessou que nunca havia visitado a cidade. Ainda assim, agradeceu calorosamente à população e afirmou que foi recebido por uma “cidade incrível”.
Em seguida, ele explicou que falaria pouco, pois ainda restavam quatro dias de caminhada. Apesar disso, comentou, de forma bem-humorada, que já não sentia o joelho e que o pé estava muito dolorido. Mesmo assim, garantiu que seguiria adiante.
“Deus colocou isso no meu coração”
Logo depois, Nikolas afirmou que a caminhada não surgiu por acaso. Segundo ele, a ideia existe desde julho do ano passado e nasceu como algo pessoal e espiritual. Por isso, declarou que não queria fazer a mobilização apenas por um político, ainda que tenha elogiado Jair Bolsonaro, chamando-o de alguém que “mudou o Brasil”.
Além disso, ele pediu aplausos para Bolsonaro e também para Klezão, citado em referência aos presos pelos atos de 8 de janeiro. Nesse ponto, o deputado disse que a caminhada também busca chamar atenção para essas prisões, que ele considera injustas.
No entanto, ele deixou claro que, acima de tudo, seu objetivo é “acordar a nação”. Ou seja, para Nikolas, a caminhada representa um chamado para que os brasileiros se posicionem e não permaneçam passivos diante do cenário político.
Origem humilde e apoio popular
Em outro momento, o deputado lembrou que veio de uma favela em Belo Horizonte. Por isso, afirmou que jamais imaginou ver tantas pessoas caminhando ao seu lado. Segundo ele, os apoiadores não estão ali por causa de sua pessoa, mas porque acreditam que o Brasil pode ser muito mais forte.
Além disso, ele afirmou que o país precisa de alguém na liderança de quem a população possa se orgulhar. Nesse sentido, declarou de forma direta: “O Lula não me representa.” Para ele, o atual presidente está no comando agora, mas, em breve, isso vai mudar.
Assim, Nikolas afirmou que acredita que seu grupo voltará a estar “na frente desse país”, reforçando a ideia de retomada política da direita.
“Estamos apenas começando”
Antes de encerrar, o deputado disse que queria deixar dois recados. O primeiro foi direcionado aos “inimigos”, como ele próprio definiu. Segundo Nikolas, o movimento está apenas começando e tende a crescer.
Depois disso, ele convidou os apoiadores para estarem em Brasília, no dia 25, data em que, segundo ele, ocorrerá “a maior caminhada da história do país”.
Por fim, ele fez um apelo direto e repetido:
“Acorda, Brasil. Acorda, Brasil. Acorda, Brasil.”
Em seguida, encerrou pedindo que Deus abençoe o país e reforçando o convite para a mobilização final na capital federal.
Um discurso que mistura fé, política e mobilização
O pronunciamento em Cristalina mostra como Nikolas Ferreira tem conduzido a Caminhada da Liberdade: com forte linguagem religiosa, tom emocional e discurso político direto. Ao mesmo tempo, ele tenta se aproximar do público ao lembrar de sua origem simples e do esforço físico da jornada.
Dessa forma, a caminhada deixa de ser apenas um ato simbólico e passa a funcionar como ferramenta de engajamento, reforçando sua base de apoiadores e ampliando a visibilidade do movimento até a chegada em Brasília.


