Durante entrevista ao Jornal das Seis, na Rádio Conquista FM, o advogado e pré-candidato a deputado estadual Wagner Alves fez duras críticas à atuação da Embasa em Vitória da Conquista. Segundo ele, a população enfrenta transtornos diários causados por intervenções mal executadas nas vias públicas.
De acordo com Wagner, muitos moradores ainda atribuem à Prefeitura a culpa por ruas esburacadas. No entanto, ele afirma que essa percepção não corresponde à realidade. Para o pré-candidato, grande parte dos problemas surge após cortes feitos pela Embasa, seguidos de remendos mal feitos.
“Alguns desavisados dizem que a rua está esburacada por culpa da Prefeitura. Mas não foi. Foi intervenção irresponsável da Embasa”, afirmou.
Ruas novas, problemas antigos
Além disso, Wagner destacou que ruas recém-asfaltadas passam por novas intervenções em pouco tempo. Em muitos casos, isso ocorre em menos de quinze dias. Como resultado, o asfalto perde qualidade rapidamente.
Segundo ele, os remendos transformam-se em desníveis perigosos. Primeiro, viram uma espécie de quebra-molas improvisado. Depois, acabam se transformando em buracos.
“Você passa com o carro, com o pneu calibrado, e toma um pulo. Isso não é normal para uma rua recém-asfaltada”, criticou.
Por outro lado, Wagner questionou a inexistência de reparos bem executados. Ele desafiou qualquer pessoa a apontar um remendo de alta qualidade feito pela Embasa no município.
Falta de fiscalização e prejuízo público
Além das críticas técnicas, Wagner Alves classificou a situação como uma vergonha para o estado da Bahia. Para ele, a empresa atua com uma estrutura ultrapassada e demonstra pouco compromisso com o dinheiro público.
Nesse sentido, o pré-candidato defendeu a atuação firme de uma agência reguladora. Segundo Wagner, apenas sanções pesadas podem mudar a postura da empresa e proteger a população.
Com experiência como ex-procurador do município, ele afirmou conhecer de perto a relação entre o poder público e a Embasa. Inclusive, relatou casos em que a Prefeitura precisou corrigir falhas deixadas pela empresa para conseguir pavimentar ruas.
“É como construir um muro hoje e, no dia seguinte, alguém vir quebrar tudo com uma picareta”, comparou.
Um problema que afeta toda a cidade
Por fim, Wagner reforçou que os transtornos fazem parte do cotidiano dos conquistenses. Muitas redes, segundo ele, não respeitam sequer a altura mínima exigida. Dessa forma, o município acaba arcando com custos que não deveria assumir.
Para Wagner Alves, Vitória da Conquista precisa de respeito, planejamento e responsabilidade. Enquanto isso não acontece, quem paga a conta é a população.





