Em pronunciamento firme no plenário do Senado Federal, o senador Eduardo Girão criticou a condução da Casa e cobrou medidas imediatas diante de denúncias que classificou como graves para o país.
Segundo ele, em sete anos de mandato, nunca havia presenciado um mês de fevereiro com o plenário fechado. Para o parlamentar, esse episódio simboliza um distanciamento entre o Senado e a população. Além disso, ele afirmou que a situação compromete a credibilidade institucional.
Cobrança direta à Presidência
Girão dirigiu críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Com respeito pessoal, mas em tom contundente, declarou que o presidente tem falhado na análise de requerimentos importantes.
De acordo com o senador, 51 parlamentares já assinaram o pedido de CPI para investigar o chamado caso do Banco Master. No entanto, a comissão ainda não foi instalada. Para Girão, o Senado não pode “tapar o sol com a peneira” diante do que ele considera o maior escândalo do sistema financeiro brasileiro.
Além disso, ele ressaltou que a demanda não parte apenas da oposição. Segundo o discurso, o tema ultrapassou divisões ideológicas e mobilizou diferentes setores da sociedade. Nesse contexto, citou o deputado Carlos Jordy, que articulou a coleta de assinaturas para a criação da CPI.
Pedidos de impeachment em pauta
Outro ponto central foi a cobrança pela análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Girão mencionou nominalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Conforme a Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crime de responsabilidade. Por isso, o senador afirmou que a Casa precisa cumprir seu papel. Ele também declarou que há material suficiente para a abertura dos processos.
Além disso, Girão lembrou que a presidência do Senado já esteve com Rodrigo Pacheco. Para ele, a troca de comando não pode justificar a paralisação das análises.
“A paz é ação, é justiça”
Durante o discurso, Girão defendeu que estabilidade institucional não significa omissão. Pelo contrário, afirmou que a verdadeira paz exige ação e compromisso com a justiça.
Segundo o senador, a chamada “paz da indiferença” enfraquece as instituições. Portanto, ele pediu que a presidência instale a CPI e analise os pedidos de impeachment. Para ele, essas medidas podem restaurar a confiança da população no Senado.
O impacto político
O pronunciamento expôs tensões internas e reforçou o debate sobre o papel do Senado no equilíbrio entre os Poderes. Ao mesmo tempo, trouxe à tona a discussão sobre transparência e responsabilidade institucional.
Em resumo, o discurso de Eduardo Girão vai além de críticas pontuais. Ele coloca em debate a atuação do Senado diante de denúncias graves e pressiona por decisões que podem influenciar o cenário político nacional nos próximos meses.





