A forte chuva que atingiu Vitória da Conquista na tarde de segunda-feira transformou a Avenida Caracas em cenário de uma tragédia que mobilizou autoridades e moradores da cidade. Durante o temporal, um carro de aplicativo foi arrastado pela enxurrada que se formou rapidamente na via. A passageira Rosânia Silva, de 44 anos, desapareceu após o veículo ser levado pela força da água.
Imagens registradas por moradores mostram o momento em que a enxurrada toma conta da pista e arrasta o carro em direção ao canal de drenagem que corta a avenida. O motorista conseguiu sair do veículo, porém Rosânia acabou sendo levada pela correnteza.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas intensivas na região. Além disso, os trabalhos contam com apoio de drones, mergulhadores e varreduras ao longo do canal. Enquanto isso, familiares e moradores acompanham as operações com apreensão.
Reunião emergencial e interdição da avenida
Diante da gravidade do caso, a prefeita Sheila Lemos convocou uma reunião emergencial do Comitê de Gerenciamento de Crise ainda na noite do ocorrido.
Logo após o encontro, a prefeitura decidiu interditar um trecho da Avenida Caracas. Segundo a gestão municipal, a medida busca evitar novos acidentes, principalmente em dias de chuva intensa.
Além disso, a administração municipal também solicitou a intensificação das buscas por Rosânia.
Prefeita explica por que outras soluções foram descartadas
Durante a reunião, Sheila Lemos afirmou que a prefeitura já havia analisado diferentes alternativas para o local enquanto aguardava a liberação de recursos para uma solução definitiva.
No entanto, nenhuma das propostas apresentou condições plenamente seguras.
Segundo a prefeita, técnicos chegaram a considerar a instalação de uma espécie de cerca com estacas para isolar o canal que passa pela avenida. Ainda assim, a gestão descartou a ideia após avaliar os riscos que a estrutura poderia causar no trânsito.
A principal preocupação envolvia motociclistas que circulam pela via. De acordo com Sheila Lemos, muitos condutores trafegam em alta velocidade na região. Portanto, a instalação de estacas poderia provocar novos acidentes caso algum motociclista colidisse com a estrutura.
Por isso, a prefeitura concluiu que uma solução provisória poderia gerar mais perigo do que proteção. Dessa forma, a gestão optou pela interdição completa do trecho mais crítico, pelo menos até que uma intervenção mais segura seja definida.
Problema antigo voltou ao centro do debate
O episódio também trouxe à tona um problema antigo enfrentado por moradores da região. Em períodos de chuva forte, a água costuma descer com grande velocidade pelas ruas próximas e formar enxurradas perigosas na Avenida Caracas.
Além disso, a presença do canal de drenagem aumenta o risco para quem trafega pelo local durante temporais.
Por causa dessa combinação de fatores — relevo, volume de água e drenagem — a via pode se transformar rapidamente em um corredor de enxurrada.
Consequentemente, moradores voltaram a cobrar soluções estruturais para evitar novos acidentes.
Buscas continuam
Enquanto o debate sobre infraestrutura avança, a prioridade das autoridades permanece nas buscas por Rosânia.
Equipes de resgate seguem percorrendo o canal e áreas próximas por onde a correnteza pode ter levado a vítima. Ao mesmo tempo, familiares e moradores aguardam notícias com esperança.
Conclusão
A tragédia na Avenida Caracas expôs fragilidades na infraestrutura urbana de Vitória da Conquista. Ainda assim, a decisão de interditar o trecho mostra uma tentativa imediata de reduzir riscos.
Segundo a prefeita Sheila Lemos, a gestão avaliou diversas alternativas antes de tomar a decisão. No entanto, como nenhuma solução provisória garantia segurança total — especialmente para motociclistas — a prefeitura optou pela interdição.
Agora, além das buscas por Rosânia, cresce a expectativa por uma solução definitiva para o problema da Avenida Caracas.





