A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte reação no cenário político nesta quarta-feira (29). A deputada federal Erika Hilton criticou duramente a decisão e apontou motivação política no resultado.
Segundo Hilton, o Senado não avaliou o mérito do indicado. Para ela, parlamentares usaram a votação para pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A deputada afirmou que o Centrão e partidos de oposição atuaram de forma decisiva para barrar a indicação.
Em vídeo publicado após a votação, Hilton também comentou o projeto de lei da dosimetria. Ela afirmou que a proposta pode reduzir penas e beneficiar condenados. Na avaliação da parlamentar, isso pode gerar riscos à segurança pública.
A deputada ainda criticou o que considera interferência do Congresso em atribuições do Executivo. Ela destacou que cabe ao presidente indicar ministros do STF, embora o Senado precise aprovar os nomes.
O placar terminou em 42 votos contra e 34 a favor da indicação. O resultado surpreendeu e marcou um episódio raro na política brasileira recente. Agora, o governo precisa escolher um novo nome para a vaga no Supremo.
O caso reacende o debate sobre o equilíbrio entre os Poderes. Também levanta discussões sobre os limites da atuação do Senado em decisões desse tipo.





