Em visita a Vitória da Conquista, o Cônsul-Geral de Portugal em Salvador, Ricardo Cortes, concedeu entrevista à Rádio Conquista FM durante o Jornal das Seis, apresentado por Vinícius Lima e Daniel Silva. Na conversa, o diplomata comentou sobre sua experiência internacional, especialmente o período em que atuou como cônsul-geral em Caracas, na Venezuela.
Ao ser questionado sobre as diferenças entre os cenários da Venezuela e do Brasil, Ricardo Cortes adotou um tom cauteloso e diplomático. Segundo ele, “não é muito ético comparar quesitos entre países ou entre realidades”, destacando que cada nação possui desafios próprios e contextos distintos.
O cônsul explicou que os diplomatas portugueses seguem carreira profissional semelhante à do sistema brasileiro, sendo designados para atuar em consulados e embaixadas em diferentes partes do mundo. Antes de chegar ao Brasil em 2024, Cortes esteve à frente do consulado português em Caracas, experiência que classificou como positiva no aspecto humano.
“Fui muito bem tratado”, afirmou o diplomata ao recordar o período na capital venezuelana. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo país vizinho nos últimos anos, ele ressaltou a força da comunidade portuguesa instalada na Venezuela, considerada uma das maiores da América Latina.
Segundo Ricardo Cortes, a Venezuela já foi um importante polo econômico para imigrantes vindos de diversos países, incluindo Portugal, Espanha, Itália, Peru e Colômbia. Ele lembrou que o país ofereceu oportunidades econômicas atrativas durante décadas, tornando-se um grande destino para famílias europeias e latino-americanas.
O representante português também destacou que muitos descendentes de portugueses permanecem na Venezuela porque ainda acreditam no potencial de recuperação do país. Para ele, a permanência dessa comunidade demonstra esperança no futuro da nação venezuelana, apesar das dificuldades políticas e econômicas enfrentadas nos últimos anos.
A passagem de Ricardo Cortes por Vitória da Conquista reforça os laços entre Portugal e o interior da Bahia, além de abrir espaço para debates sobre imigração, relações internacionais e a presença histórica de comunidades portuguesas na América Latina.





