Uma denúncia envolvendo supostos casos de assédio moral e sexual dentro do CASE de Vitória da Conquista voltou a expor problemas internos e o clima de insegurança relatado por trabalhadores da unidade socioeducativa.
Funcionárias afirmam que vêm sofrendo constrangimentos praticados por um coordenador que ocupa posição de chefia sobre setores estratégicos da unidade, incluindo serviços gerais e segurança.
Segundo os relatos, o profissional inicialmente se apresenta como alguém prestativo e acessível. No entanto, posteriormente adotaria comportamentos considerados abusivos e intimidatórios.
Funcionárias relatam medo de denunciar
De acordo com a denúncia encaminhada à reportagem, existe receio entre os funcionários de formalizar acusações por medo de perseguições internas e até perda do emprego.
“Existe um grande medo de denunciar formalmente devido ao receio de perseguição e até perda do emprego”, afirma um trecho do documento enviado por trabalhadores da unidade.
As denúncias apontam ainda que a situação teria se agravado após a promoção do coordenador. Segundo funcionários, relatos anteriores já seriam de conhecimento da direção e da empresa responsável pela administração do CASE.
Os denunciantes afirmam que diversas mulheres teriam passado por situações semelhantes. Mesmo assim, muitas evitariam relatar oficialmente os casos por medo de retaliações.
Histórico de crises e rebeliões no CASE
A nova denúncia também reacende discussões sobre problemas estruturais e administrativos envolvendo o CASE de Vitória da Conquista.
Nos últimos anos, a unidade já foi alvo de denúncias relacionadas a crises internas, tensão entre funcionários e dificuldades na rotina de trabalho.
Além disso, o CASE também enfrentou episódios de rebeliões e conflitos envolvendo internos. Os casos chamaram atenção das autoridades e da sociedade devido aos relatos de insegurança dentro da unidade socioeducativa.
Em reportagens recentes, trabalhadores relataram clima de pressão, sobrecarga e falta de suporte adequado dentro da instituição.
Trabalhadores cobram investigação
Funcionários pedem que as denúncias sejam investigadas com seriedade, imparcialidade e transparência.
Entre os pedidos estão a proteção das denunciantes e garantias contra possíveis represálias.
Especialistas alertam que casos de assédio moral e sexual podem provocar adoecimento psicológico, ansiedade, depressão e prejuízos ao ambiente profissional.
A legislação brasileira prevê punições para práticas dessa natureza, além de mecanismos de proteção às vítimas.
Espaço segue aberto
O espaço permanece aberto para manifestação da direção do CASE de Vitória da Conquista, da empresa responsável pela unidade e do coordenador citado na denúncia, caso desejem apresentar esclarecimentos sobre o caso.





