O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou durante entrevista ao Jornal das Seis que o Sistema Único de Saúde deve funcionar acima de disputas políticas e partidárias. Segundo ele, “o SUS é um partido único, em que o que importa é o usuário”.
Durante a conversa, o secretário destacou a relação institucional entre o Governo de Minas Gerais e o Ministério da Saúde, ressaltando que o diálogo entre estados e União precisa acontecer de forma técnica e focada na população.
Baccheretti lembrou que está há mais de cinco anos à frente da secretaria, após ser escolhido pelo governador Romeu Zema, e afirmou que o estado viveu uma grande expansão nos investimentos em saúde nos últimos anos.
Segundo ele, Minas Gerais saiu de um orçamento anual de R$ 4,5 bilhões para cerca de R$ 12,5 bilhões destinados à saúde pública. O secretário afirmou que isso permitiu ampliar políticas públicas e acelerar procedimentos cirúrgicos em diversas regiões do estado.
Entre os programas citados, Baccheretti destacou o “Opera Mais”, que, segundo ele, realiza atualmente mais de um milhão de cirurgias por ano em Minas Gerais. O secretário comparou os números com o estado de São Paulo e afirmou que Minas tem conseguido reduzir filas de espera em municípios do interior.
Outro ponto ressaltado foi a relação com o Ministério da Saúde. Baccheretti afirmou manter diálogo próximo tanto com a ex-ministra Nísia Trindade quanto com o ministro Alexandre Padilha. Ele também relembrou sua atuação como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Ao defender que o SUS não pode ter “vieses políticos”, o secretário citou obras e investimentos realizados em municípios administrados por partidos de oposição ao governo mineiro. Como exemplo, mencionou a retomada de obras hospitalares em Teófilo Otoni, afirmando que a prioridade deve ser sempre o atendimento da população.
Para Baccheretti, o principal desafio é garantir que todos os brasileiros tenham acesso igualitário à saúde pública, independentemente da cidade ou do partido político que administra cada região.
“O brasileiro precisa da saúde em qualquer lugar”, afirmou o secretário durante a entrevista ao Jornal das Seis.





