A decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que suspendeu o mandato do vereador Diogo Azevedo movimentou o cenário político de Vitória da Conquista e ampliou a disputa entre o parlamentar e a prefeita Sheila Lemos. Embora o julgamento definitivo ainda não tenha sido realizado, a medida já provoca reflexos importantes na articulação política para as eleições de 2026.
Segundo análise divulgada pelo jornalista da Band Bahia, Victor Pinto, o caso ultrapassa a discussão jurídica sobre fidelidade partidária e passa a influenciar diretamente o tabuleiro político do município.
Entenda a decisão do TRE
Diogo Azevedo deixou o União Brasil e se filiou ao PSDB, alegando divergências profundas com a condução da gestão municipal e afirmando que a mudança ocorreu para viabilizar sua pré-candidatura a deputado federal.
No entanto, em decisão liminar, o TRE entendeu que, neste momento, os argumentos apresentados não demonstram justa causa suficiente para a troca de partido. Com isso, determinou o afastamento provisório do vereador do mandato até que o mérito da ação seja julgado pelo plenário da Corte.
A decisão ainda é provisória e poderá ser revista durante o julgamento definitivo.
Disputa política vai além da Câmara Municipal
Na avaliação apresentada por Victor Pinto, o processo revela uma reorganização das forças políticas visando as eleições de 2026.
Diogo Azevedo é aliado do deputado estadual Tiago Correia. Já a prefeita Sheila Lemos trabalha para fortalecer o projeto político do marido, Wagner Alves, que deverá disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
Caso a candidatura seja confirmada, Wagner Alves poderá enfrentar justamente Tiago Correia na disputa pelos votos de Vitória da Conquista, um dos principais colégios eleitorais do interior baiano.
Dessa forma, cada movimento envolvendo Diogo Azevedo passa a ter repercussão muito além da esfera jurídica.
Impacto pode atingir projeto estadual da oposição
Outro ponto destacado por Victor Pinto é que o desgaste político pode ultrapassar os limites do município.
Vitória da Conquista é considerada um importante reduto eleitoral da oposição na Bahia, e uma crise prolongada entre lideranças locais pode interferir na construção dos palanques para 2026, inclusive no projeto político liderado por ACM Neto.
A disputa interna entre aliados pode dificultar futuras alianças e alterar a configuração política da região durante a campanha eleitoral.
Julgamento ainda será concluído
Apesar da repercussão, o caso ainda não chegou ao fim. O plenário do Tribunal Regional Eleitoral ainda irá analisar o mérito da ação para decidir, de forma definitiva, se Diogo Azevedo perderá ou não o mandato.
Enquanto isso, o cenário político em Vitória da Conquista segue marcado por incertezas e pela intensificação das disputas entre grupos que já se posicionam de olho nas eleições de 2026.





