O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, respondeu com firmeza às críticas sobre o orçamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Durante entrevista à CBN, o governador questionou a forma como alguns jornalistas analisam os números do orçamento estadual.
Para Tarcísio, não basta olhar apenas para uma secretaria. Segundo ele, várias áreas do governo executam políticas voltadas às mulheres.
Por isso, uma análise isolada pode passar uma impressão diferente da realidade.
Tarcísio explica como o governo distribui os recursos
O governador destacou que a Secretaria de Políticas para as Mulheres possui uma função transversal.
Na prática, a pasta coordena ações. Porém, outras secretarias executam os programas e administram os respectivos recursos.
Tarcísio citou o auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência.
Segundo ele, a Secretaria de Habitação administra esse recurso. Portanto, não faz sentido atribuir esse investimento apenas à Secretaria da Mulher.
O governador também citou o crédito para mulheres empreendedoras.
Nesse caso, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico conduz a iniciativa. Assim, o valor também não aparece no orçamento específico da Secretaria da Mulher.
Além disso, Tarcísio lembrou dos investimentos na área da saúde.
O governo amplia ações como mamografias, exames de Papanicolau e atendimento por meio das Carretas da Mulher. A Secretaria da Saúde coordena essas iniciativas.
Na segurança pública, o governo também mantém ações específicas.
Entre elas estão o aplicativo SP Mulher Segura e outras medidas de proteção para vítimas de violência.
Governador questiona análise isolada do orçamento
Durante a entrevista, Tarcísio fez uma comparação com as políticas de combate às enchentes.
Segundo o governador, uma pessoa pode olhar apenas o orçamento da Defesa Civil e concluir que o governo reduziu os investimentos.
No entanto, outras secretarias também executam obras de prevenção e contenção.
Portanto, a análise precisa considerar o conjunto dos investimentos.
Tarcísio aplicou o mesmo raciocínio às políticas para as mulheres.
Para ele, o debate não deve ficar restrito ao orçamento de uma única secretaria.
O mais importante é verificar quanto o governo investe em todas as ações destinadas às mulheres.
Crédito e auxílio-aluguel entram no debate
Tarcísio também apresentou números para defender a atuação de sua gestão.
Durante a entrevista, ele afirmou que o governo já liberou cerca de R$ 800 milhões em crédito para mulheres empreendedoras.
Além disso, citou mais de R$ 20 milhões destinados ao auxílio-aluguel para mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência.
Esses números ajudam a ampliar o debate.
Afinal, uma política pública não depende apenas da secretaria que recebe seu nome. Muitas vezes, diferentes órgãos trabalham juntos para entregar o serviço à população.
Uma resposta firme aos jornalistas
O tom do governador ficou mais duro quando a entrevista avançou para a questão orçamentária.
Tarcísio pediu mais cuidado na interpretação dos dados.
Em vez de aceitar a ideia de que uma redução em determinada rubrica representa automaticamente um corte nas políticas para mulheres, ele apresentou outra leitura.
Segundo o governador, o jornalista precisa observar a execução de todas as áreas envolvidas.
Além disso, precisa verificar quanto cada secretaria investe nos programas destinados às mulheres.
Essa cobrança coloca um ponto importante no debate.
Fiscalizar o dinheiro público é fundamental. Porém, a fiscalização também precisa considerar todos os recursos envolvidos em uma política pública.
O que realmente precisa ser analisado
A discussão sobre o orçamento da Secretaria da Mulher continuará.
Críticas sobre os valores previstos para a pasta merecem atenção. Ao mesmo tempo, o governo tem o direito de apresentar sua explicação.
Nesse cenário, a resposta de Tarcísio foi direta.
O governador defende que os números precisam mostrar o conjunto das ações. Afinal, moradia, saúde, segurança e empreendedorismo também fazem parte das políticas voltadas às mulheres.
Por isso, analisar apenas uma secretaria pode esconder parte importante dos investimentos.
No fim, a pergunta mais relevante não é apenas quanto uma pasta recebeu.
O principal ponto é saber quanto São Paulo investe, de forma conjunta, na proteção, na saúde, na moradia e na autonomia das mulheres.
Foi justamente essa visão que Tarcísio apresentou na entrevista.
Ao responder aos questionamentos, o governador deixou claro que pretende defender sua gestão com números e argumentos.
Mais do que uma discussão sobre uma rubrica orçamentária, o episódio mostra uma disputa sobre a forma de interpretar os dados públicos.
E, para Tarcísio, essa análise precisa considerar todo o governo.





