Em entrevista à Rádio Conquista FM, o economista e consultor de empresas Luiz Carlos Belém analisou o cenário político e econômico brasileiro e levantou uma discussão sobre o comportamento do eleitor, especialmente entre os mais jovens.
Com 35 anos de experiência no setor financeiro, Belém também atuou, entre 2021 e 2023, em três ministérios — Desenvolvimento, Economia e Turismo — e atualmente participa de debates sobre os rumos da política e da economia brasileira.
Durante a entrevista, ele comentou pesquisas que apontam uma parcela significativa da população brasileira com posições conservadoras em temas relacionados aos costumes. Para Belém, existe um contraste entre esse perfil da sociedade e a permanência de governos e grupos políticos identificados com a esquerda em diferentes períodos da história recente.
Ao analisar o comportamento das novas gerações, o economista destacou que muitos jovens cresceram em um ambiente político marcado pela predominância de governos de esquerda e, segundo sua avaliação, tiveram pouco contato com outras perspectivas políticas e econômicas.
Belém também chamou atenção para a influência do ambiente educacional e cultural na formação política dos jovens. Ele defendeu que o eleitor procure informações, questione opiniões e não aceite automaticamente aquilo que é apresentado por políticos, comentaristas ou formadores de opinião.
“Não acredite em mim. Pesquise”, afirmou Belém ao defender que o cidadão busque diferentes fontes antes de formar sua própria opinião.
Outro ponto abordado na entrevista foi a participação eleitoral. Para o economista, a decisão de não votar também produz um efeito no resultado das eleições, já que os candidatos que efetivamente comparecem às urnas acabam definindo quem ocupará os cargos em disputa.
Belém resumiu sua posição com uma frase direcionada aos eleitores que eventualmente estejam desmotivados com as opções disponíveis:
“Se você não votar, você está votando em quem vai ganhar a eleição.”
Segundo ele, mesmo quando o eleitor considera que as alternativas disponíveis não são ideais, é necessário avaliar os candidatos e participar do processo eleitoral.
A entrevista reforçou, ainda, a importância do debate político baseado em informação e na análise das propostas e dos históricos dos candidatos. Para Belém, o eleitor precisa assumir protagonismo nas decisões que definirão os rumos do país.
A participação eleitoral, especialmente em um ano de eleições, foi apresentada pelo economista como uma das principais formas de o cidadão exercer sua influência sobre o futuro político e econômico do Brasil.





