O ministro Gilmar Mendes protagonizou mais um momento de forte tensão durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15). Durante o debate, o magistrado utilizou expressões duras ao criticar a atuação de pessoas que, segundo ele, tentaram levar o Supremo para disputas relacionadas ao cenário eleitoral.
“E se deram muito mal, porque são aprendizes de feiticeiro. Tentaram arrastar o Supremo Tribunal Federal para esse tipo de prática e pensaram que iriam ficar imunes e impunes”, afirmou Gilmar.
A fala chamou atenção pelo tom adotado pelo ministro. Em vez de se limitar aos argumentos jurídicos em discussão, Gilmar recorreu a expressões contundentes para classificar a atuação de seus críticos.
“Desfaçatez de corar frade de pedra”
Na sequência, Gilmar Mendes elevou o tom da manifestação.
“É de uma desfaçatez de corar frade de pedra, meus amigos”, declarou.
A expressão provocou repercussão justamente pelo caráter contundente. O ministro não apresentou, naquele trecho, uma argumentação detalhada sobre os fatos aos quais fazia referência. Ele utilizou uma classificação bastante dura para descrever o que considerou uma tentativa de envolver o STF em determinada disputa.
Além disso, Gilmar fez uma referência religiosa durante a discussão.
“Em nome de Deus. Como em nome de Deus já se fez muita patifaria”, afirmou.
Fala de Gilmar gera questionamentos
O tom utilizado pelo ministro também abre espaço para questionamentos sobre os limites do debate entre integrantes da mais alta Corte do país.
A crítica pode ser feita sem ignorar um ponto importante: ministros do STF possuem posições e interpretações diferentes sobre os processos que chegam ao tribunal. Por isso, divergências fazem parte do funcionamento de uma Corte colegiada.
No entanto, quando o debate chega a expressões como “aprendizes de feiticeiro” e “patifaria”, o episódio deixa de chamar atenção apenas pelo conteúdo jurídico e passa a repercutir também pelo confronto verbal.
Debate expõe tensão no Supremo
A sessão desta terça-feira ocorreu em meio às discussões envolvendo o caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e às mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Nesse contexto, Gilmar Mendes defendeu sua interpretação sobre a tentativa de levar o Supremo para uma disputa política e eleitoral. Outros ministros, entretanto, apresentaram posições diferentes durante o debate.
Por isso, o episódio não pode ser analisado apenas a partir de uma única fala. O conteúdo completo da sessão mostra divergências entre os integrantes da Corte sobre a condução do caso e sobre a divulgação de informações relacionadas à investigação.
Ainda assim, a declaração de Gilmar Mendes ganhou destaque justamente pela dureza das palavras utilizadas.
Repercussão nas redes sociais
Após a sessão, o trecho passou a circular nas redes sociais. A frase “em nome de Deus já se fez muita patifaria” acabou se tornando um dos principais pontos de repercussão.
O episódio também reacendeu discussões sobre o comportamento dos ministros do STF durante sessões públicas. Para críticos de Gilmar Mendes, o tom utilizado pelo ministro demonstra uma postura excessivamente confrontadora. Já seus apoiadores podem interpretar a fala como uma reação contundente diante do que ele considera uma tentativa de instrumentalização do Supremo.
Assim, o debate permanece aberto. O fato objetivo é que Gilmar Mendes utilizou palavras duras durante uma sessão marcada por divergências, e o trecho rapidamente ganhou repercussão fora do plenário.





