A coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (21) que o candidato orientou sua equipe a revogar impostos criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.
Daniella fez a declaração durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Segundo ela, Flávio Bolsonaro pediu à equipe econômica que revisasse as medidas tributárias adotadas durante a gestão anterior.
Entre as prioridades, a coordenadora citou o Imposto de Exportação sobre o petróleo. Atualmente, a alíquota está em 12%. A equipe também pretende reduzir o IOF e retornar aos níveis praticados em 2022.
Além disso, Daniella Marques afirmou que a campanha já havia apresentado essas propostas na semana anterior. Na ocasião, ela revelou que a equipe econômica identificou mais de mil normas, obrigações acessórias e burocracias que poderiam passar por revisão ou revogação.
Equipe promete revisar burocracias
De acordo com Daniella, o plano econômico também prevê uma revisão dos benefícios tributários. A equipe pretende analisar medidas que, na avaliação apresentada pela campanha, aumentam a complexidade do sistema e dificultam a atividade econômica.
Ao mesmo tempo, a coordenadora afirmou que a proposta pretende manter os programas sociais. Dessa forma, a campanha busca combinar a revisão de tributos e burocracias com a continuidade das políticas de transferência de renda.
Além da questão tributária, Daniella já citou o governo de Javier Milei, na Argentina, como uma referência para a agenda de desburocratização defendida pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro.
Proposta depende de mudanças legais
A eventual revogação ou alteração de impostos dependeria, em cada caso, do instrumento jurídico necessário. Além disso, determinadas mudanças tributárias exigiriam aprovação do Congresso Nacional.
Por isso, as declarações de Daniella representam as propostas apresentadas pela equipe econômica da campanha. A implementação dessas medidas dependeria do processo legislativo e das decisões tomadas por um eventual governo.
A campanha também afirma que pretende revisar normas, obrigações acessórias e benefícios tributários como parte de uma agenda mais ampla de desburocratização da economia.





