O jornalista Guga Noblat afirmou, durante participação no ICL Notícias, que o ambiente nos bastidores da disputa presidencial de 2026 estaria apresentando diferenças importantes entre os grupos políticos. Segundo o relato, parlamentares e integrantes ligados ao PL demonstrariam otimismo com o desempenho de Flávio Bolsonaro, enquanto setores do PT e de partidos de esquerda estariam mais preocupados com os números observados internamente.
Noblat disse ter conversado com parlamentares do PL, PT e outros grupos políticos, além de pessoas que atuam nos bastidores das campanhas. Segundo ele, também teve contato com informações relacionadas a dois institutos contratados pelo PT para realizar os chamados trackings, levantamentos internos feitos com frequência para acompanhar a evolução do cenário eleitoral.
O jornalista ressaltou que não poderia revelar suas fontes, mas afirmou ter conversado com pessoas próximas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Flávio Bolsonaro poderia abrir vantagem em São Paulo
Um dos pontos destacados por Guga Noblat foi a situação eleitoral em São Paulo. Segundo ele, integrantes ligados ao campo progressista estariam trabalhando internamente com um cenário considerado mais difícil do que o projetado anteriormente.
De acordo com o relato, Flávio Bolsonaro poderia terminar o primeiro turno com uma vantagem de oito a nove pontos percentuais sobre Lula no estado.
É importante destacar que esses números mencionados por Noblat seriam provenientes de trackings internos, que não foram apresentados publicamente com informações como amostra, metodologia, período de coleta e margem de erro. Por isso, não devem ser tratados como equivalentes a uma pesquisa eleitoral pública registrada e divulgada oficialmente.
Levantamentos públicos, por sua vez, podem apresentar números diferentes dependendo da data, metodologia e instituto. A vantagem de oito ou nove pontos citada pelo jornalista deve, portanto, ser entendida como um relato sobre dados internos aos quais ele afirma ter tido acesso.
Disputa pelo Senado também preocupa, segundo Noblat
Além da eleição presidencial, Guga Noblat afirmou que existe preocupação dentro do campo da esquerda com a disputa pelas duas cadeiras do Senado em São Paulo.
Na avaliação relatada pelo jornalista, Marina Silva e Simone Tebet estariam entre os nomes que enfrentariam um cenário de risco na disputa pelas vagas.
O Senado Federal terá duas cadeiras em disputa por estado nas eleições de 2026. Dessa forma, o desempenho dos candidatos nos maiores colégios eleitorais do país pode ter impacto significativo na composição da próxima legislatura.
Rio de Janeiro entra no cálculo
Guga Noblat também citou o Rio de Janeiro como outro estado que estaria sendo acompanhado com atenção pelos grupos ligados ao PT.
Segundo o jornalista, integrantes da esquerda estariam trabalhando com a possibilidade de a direita conquistar as duas vagas ao Senado no estado.
Noblat mencionou ainda a disputa pelo governo fluminense e afirmou que Douglas Ruas teria passado a ser considerado nos cálculos internos como um nome com possibilidade de vitória caso a eleição chegasse ao segundo turno.
O jornalista classificou esse cenário como algo que, segundo sua própria avaliação sobre os bastidores, seria considerado improvável cerca de um mês atrás.
Chico Alencar teria admitido cenário de primeiro turno
Outro ponto citado por Noblat foi uma conversa com o deputado federal Chico Alencar. Segundo o jornalista, o parlamentar estaria fazendo cálculos considerando até mesmo um cenário extremo no qual Flávio Bolsonaro poderia vencer a eleição presidencial já no primeiro turno.
A declaração foi apresentada por Noblat como uma percepção de bastidores, e não como uma previsão eleitoral.
A legislação eleitoral estabelece que, para uma eleição presidencial ser decidida no primeiro turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. Caso nenhum candidato alcance esse resultado, os dois mais votados avançam para o segundo turno.
Bastidores contrastam com pesquisas públicas
O relato de Guga Noblat ocorre em um momento de intensa movimentação nas campanhas e deve ser analisado em conjunto com as pesquisas eleitorais divulgadas oficialmente.
Os chamados trackings internos são ferramentas utilizadas pelas campanhas para acompanhar tendências e testar cenários, mas nem sempre têm seus dados, metodologia e amostras divulgados ao público.
Por isso, os números citados pelo jornalista representam, neste caso, informações atribuídas a fontes ligadas aos bastidores da campanha de Lula. Outros levantamentos públicos podem apresentar resultados diferentes.
O próprio Noblat destacou que suas informações vieram de conversas com parlamentares, integrantes das campanhas e pessoas próximas aos grupos políticos envolvidos na disputa.
O relato, portanto, coloca São Paulo e Rio de Janeiro no centro da disputa e mostra como os números internos das campanhas podem estar sendo interpretados de maneira diferente pelos grupos que disputam a eleição de 2026.





