O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que novas operações policiais serão realizadas nos próximos dias, dando sequência à megaoperação que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha. Segundo ele, o objetivo é intensificar o enfrentamento ao crime organizado e remover as barricadas instaladas por facções criminosas em comunidades da zona sudoeste da capital e da Baixada Fluminense.
De acordo com Castro, entre cinco e dez equipes de forças de segurança devem ser mobilizadas nessa nova fase da ofensiva. “O Estado não vai recuar. Vamos continuar atuando para devolver a paz às comunidades e garantir o direito de ir e vir de todos os cidadãos”, declarou o governador, destacando que as operações terão caráter contínuo e coordenado.
Além do plano de ação, o governo tem recebido apoio expressivo da população. Pesquisas recentes apontam que mais de 60% dos fluminenses aprovam a megaoperação, mesmo diante das críticas de entidades de direitos humanos. Segundo levantamento da AtlasIntel, 55,2% dos brasileiros apoiam as ações policiais no Rio, índice que sobe para 62,2% entre os moradores da capital. Já a pesquisa Quaest/Genial mostra que 64% dos moradores do estado veem a operação como necessária para conter o avanço do crime.
Esse apoio popular reflete o cansaço da população com a violência e o domínio das facções. Em diversas comunidades, moradores relatam que as barricadas e tiroteios diários impedem o deslocamento, o acesso a serviços e até o funcionamento de escolas. Assim, para muitos, a presença mais firme do Estado é vista como um passo essencial para a retomada do território.
Contudo, mesmo com a aprovação majoritária, ainda há preocupação com o aumento da sensação de insegurança. Dados do Correio Braziliense indicam que 52% dos entrevistados afirmam sentir-se menos seguros após a operação, o que demonstra que a população apoia as ações, mas espera resultados concretos e duradouros.
Ainda assim, o discurso do governador encontra eco em parte significativa da sociedade. A promessa de “não recuar” e de intensificar o combate às facções ressoa em um cenário onde a violência urbana se tornou rotina. Para Castro, as operações são um marco de retomada da autoridade do Estado e uma resposta direta à demanda popular por segurança.


